FISCALIZAçãO

Angola defende fiscalização mais activa dos compromissos nos Grandes Lagos

Presidente do Grupo de Mulheres Parlamentares da Assembleia Nacional, Teresa da Silva Neto, participa na Conferência de Mulheres Parlamentares do FP-CIRGLImagem: Assembleia Nacional

05/11/2026 12h50

Luanda - A presidente do Grupo de Mulheres Parlamentares da Assembleia Nacional,  Teresa da Silva Neto, defendeu, esta quarta-feira, em Dar es Salaam (Tanzânia), a criação de mecanismos de acompanhamento e fiscalização dos compromissos assumidos pelos Estados da região dos Grandes Lagos nos domínios da paz, segurança e desenvolvimento.

A posição foi apresentada durante a Conferência de Mulheres Parlamentares, quando abordava os 20 anos do Pacto sobre Segurança, Estabilidade e Desenvolvimento na região dos Grandes Lagos.

Teresa da Silva Neto apelou à transformação dos compromissos políticos em resultados concretos, e propôs debates anuais nos parlamentos e relatórios periódicos sobre a execução dos acordos e protocolos regionais.

Defendeu o reforço da capacidade operacional da Conferência Internacional sobre a Região dos Grandes Lagos (CIRGL), a harmonização das legislações nacionais e uma maior coordenação com a União Africana e as Nações Unidas.

Apelou igualmente para a necessidade de regularização das contribuições pelos Estados-Membros e o reforço do Fundo Especial para a Reconstrução e Desenvolvimento.

No domínio da participação feminina, defendeu o financiamento do Plano de Acção Regional de Segunda Geração sobre Mulheres, Paz e Segurança 2026-2030, bem como a inclusão efectiva das mulheres nos processos de negociação e mediação de conflitos.

Sublinhou também o papel dos parlamentos na aprovação de leis, fiscalização das políticas públicas e garantia de recursos orçamentais para a sua execução.

Destacou a necessidade de combater a exploração ilícita dos recursos naturais, formalizar a mineração artesanal e investir no emprego e nos serviços públicos, de modo a garantir benefícios concretos para as populações.

Reiterou a disponibilidade de Angola em trabalhar com os parlamentos dos Estados-Membros no acompanhamento do Pacto e na consolidação da paz na região dos Grandes Lagos.

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