Jovens em formação vão receber subsídios para evitar desistências
Luanda – O Executivo angolano vai subsidiar com 50 mil kwanzas por mês os jovens em formação profissional em centros públicos, para diminuir a actual taxa de 15 por cento de desistência, devido a questões sociais.
De acordo com o secretário de Estado para o Trabalho e Segurança Social, Pedro Filipe, com a entrada em funcionamento, a partir de Agosto próximo, do Fundo Nacional do Emprego, todos os formandos nos institutos públicos vão beneficiar de uma bolsa, que, em 2026, será alargada aos centros privados.
Pedro Filipe reconheceu que ser entendimento que se precisa incentivar os jovens a recorrerem aos centros de formação profissional, mas garantindo que há necessidade de diminuir o número de desistências e de reprovações, que actualmente ocorrem no âmbito do sistema nacional de formação profissional.
Por seu lado, o director-geral do Instituto Nacional do Emprego e Formação Profissional (Inefop), Manuel Mbangui, deu a conhecer que no ciclo de formações passado foram formados perto de 100 mil jovens, com uma taxa de desistência que se situou nos 15 por cento.
Manuel Mbangui referiu que as desistências são motivadas por causas sociais e económicas, e salientou que, em determinadas localidades do país, as actividades sazonais, como por exemplo a produção de carvão, contribuem para tal.
O secretário de Estado sublinhou que o país necessita de electricistas, técnicos de instalações eléctricas, técnicos de serralharia civil, canalizadores, áreas em que Angola ainda recorre a mão-de-obra estrangeira.
No primeiro semestre do ano em curso, registou-se uma grande procura dos serviços do Inefop, com mais de 183 mil pedidos para a realização de formação profissional, tendo sido matriculados mais de 80 mil formandos, revelou Pedro Filipe.