CRIANçAS

Mais de 26mil casos de violência contra crianças registado pelo INAC

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Crianças em AngolaImagem: portaldeangola.com

06/12/2024 12h43

Luanda - O Instituto Nacional da Criança (INAC) registou 26 mil 386 casos de violência contra as crianças, em todo o país, no período de Janeiro a Outubro do ano em curso, revelou o seu director-geral, Paulo Kalesi. 

Paulo Kalesi prestou a informação, esta quinta-feira, em Luanda, no acto de apresentação do plano de acção da campanha “Somos Todos Iguais”, presidida pela Primeira-Dama da República, Ana Dias Lourenço.

Deu aconhecer que o número de casos tem reduzido, ano após ano, mas manifestou preocupação pela forma como os actos de violência são realizados.

Salientou que os casos de fuga a paternidade, com 11 mil 748, são os que mais ocorreram, seguido de cinco mil 363 de trabalho infantil e três mil 215 ligados à violência física e psicológica.

O director-geral do INAC apontou ainda os mil 315 casos de violência sexual, além de outros ligados a negligência (823), disputa de guarda (746), abandono de criança (566), acusação de práticas de feitiçaria (98) e homicídio (48).

Paulo Kalesi apelou ao reforço das acções e da capacidade de intervenção desenvolvidas pelas instituições, bem como a aposta na formação dos técnicos, para que se possa atender as vítimas de uma forma mais humanizada e especializada.

Lamentou que entre 80 a 90 por cento dos casos de violência acontecem no seio da família e por aquelas pessoas que deveriam ser as defensoras e protectoras das crianças, reconhecendo que a revisão e o aumento da moldura penal seria uma forma de desencorajar tais práticas e dar mais valor à protecção dos menores.

O plano de acção da campanha “Somos todos iguais”, que decorre sob o lema "A Educação para a Igualdade de Género e a Luta Contra a Violência Infanto-Juvenil", uma iniciativa da Primeira-Dama da República, foi apresentado na sequência do compromisso assumido durante o lançamento da referida campanha, a 09 de Agosto de 2024.

A cerimónia reuniu representantes dos ministérios da Acção Social, Família e Promoção da Mulher, da Justiça e dos Direitos Humanos, Interior, Saúde, Educação, Juventude e Desportos, Administração Pública, Trabalho e Segurança Social, além de deputados à Assembleia Nacional e membros de organizações não governamentais e entidades eclesiásticas.

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