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Governo intensifica medidas para garantir qualidade da água

Distribuição de água em Luanda
Distribuição de água em Luanda Imagens: Cipra

Redacção

Publicado às 11h17 30/01/2025 - Actualizado às 11h17 30/01/2025

Luanda - As autoridades intensificaram as medidas para garantir a qualidade da água consumida pela população, como parte das acções urgentes para conter o surto de cólera que afecta algumas regiões do país, informou quarta-feira, em Luanda, a directora nacional de Águas, Elsa Ramos.

 Segundo o JA Online, a responsável, que falava durante o Workshop Nacional de Água e Saneamento, sob o lema “Desafios e Soluções na Busca pela Eficiência dos Serviços de Água e Saneamento”, disse que diversas acções estão em curso para minimizar o impacto da contaminação e assegurar o abastecimento adequado, especialmente nos bairros mais afectados.

Assegurou que a água tratada e distribuída pelas estações de tratamento cumpre os padrões da Organização Mundial da Saúde (OMS). No entanto, indicou que desafios persistem em áreas onde o abastecimento formal não chega.

O foco, frisou, está em áreas críticas, onde os habitantes ainda dependem de fontes informais de abastecimento, como tanques de venda particular, que muitas vezes não seguem os critérios adequados de higienização.

“As nossas equipas estão a trabalhar no terreno para identificar pontos de distribuição que não oferecem condições adequadas, os tanques que não cumprem os requisitos de higiene e segurança estão a ser selados e recomendados para manutenção ou limpeza”, afirmou.

Entre as medidas adoptadas, salientou que o Governo está a distribuir comprimidos de desinfecção da água, além de promover campanhas de sensibilização sobre boas práticas de saneamento.

“A cólera não se transmite apenas pela água, mas, também. devido à falta de saneamento, por isso estamos a trabalhar com equipas multissectoriais, incluindo o Ministério da Saúde, o UNICEF e a OMS, para um combate mais eficaz à propagação da doença”, avançou.

Elsa Ramos defendeu que a implementação de um sistema georreferenciado, para monitorizar a distribuição da água, permitirá um controlo mais preciso dos tanques de abastecimento, o que ajudará a identificar aqueles que necessitam de intervenção urgente.

Apesar dos esforços, reconheceu que ainda há desafios significativos, especialmente na cobertura total da população no que toca à distribuição.

“Luanda continua a ter áreas onde o abastecimento formal não chega”, disse, acrescentando que “é precisamente nesses locais que concentramos a maior parte das acções”.

“Não basta apenas garantir água segura. É preciso que as comunidades adoptem hábitos adequados de higiene e eliminação de resíduos, pois a transmissão da cólera ocorre principalmente devido à falta de condições sanitárias adequadas”, alertou.

Elsa Ramos enfatizou que o combate à cólera tem sido tratado como uma questão de urgência nacional, que levou o Governo a reunir esforços entre diferentes sectores nacionais e organismos internacionais.

 

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