Angola aplica boas práticas de segurança nos hospitais
Luanda - O secretário de Estado para a Área Hospitalar, Leonardo Inocêncio, disse, esta sexta-feira, em Manila (Filipinas) que Angola tem implementado boas práticas de segurança do paciente nas suas unidades de saúde, o que reforça o compromisso das autoridades com a melhoria da qualidade da assistência aos utentes.
Um comunicado do Ministério angolano das Relações Exteriores esclarece que Leonardo Inocêncio participou na sétima Cimeira Ministerial Mundial sobre Segurança do Paciente, tendo garantido que a segurança do paciente para as autoridades da sa~ude em Angola é um factor essencial na avaliação dos serviços prestados.
"A segurança do paciente é uma prioridade nacional em Angola, impulsionando mudanças nas instituições de saúde", enfatizou o secretário de Estado, tendo sublinhado que o Ministério da Saúde de Angola tem fortalecido a sua presença na cúpula global sobre segurança do paciente e continua a implementar acções de melhoria contínua na assistência aos utentes.
Recordou que, em 2024, em Santiago do Chile, Angola reafirmou o seu compromisso com a qualidade hospitalar e o aprimoramento dos serviços, garantindo o mais alto nível de atendimento, pelo que reiterou que "no presente evento, reforçamos o nosso compromisso com a continuidade das melhorias com base na Declaração de Mandaluyong sobre a Segurança do Paciente".
Referiu-se igualmente aos avanços tecnológicos que têm fortalecido a assistência ao paciente, reflectido no aumento de publicações científicas e nas acções dedicadas ao tema, tendo sublinhado que nas instituições hospitalares foram implementadas acções de treinamento, monitoria e supervisão para prevenir riscos e danos, abrangendo comunicação entre profissionais, melhoria da prescrição e administração de medicamentos, segurança cirúrgica, higienização das mãos e redução de lesões por pressão.
No campo da regulamentação farmacêutica, destacou o facto de Angola ter criado a Agência Reguladora de Medicamentos para fortalecer a segurança medicamentosa, assim como a criação da Central de Compras e Aprovisionamento de Medicamentos e Meios Médicos e o Regulamento de Análises Laboratoriais.
Na sua apresentação na cimeira, co-organizada pelas Filipinas e pelo banco Asian Development Bank ((ADB), o secretário de Estado para a Área Hospitalar informou que, nos últimos cinco anos, foram construídas, ampliadas e equipadas 190 unidades sanitárias, nos três níveis de atenção, incluindo 13 grandes hospitais de referência, em todo o território angolano.
Revelou que o número de camas hospitalares aumentou de 13 mil 426, em 2017, para 39 mil e 64, em 2024, elevando a cobertura de 0,47 para 1,18 camas por mil habitantes.
Adiantou que Angola desenvolve um programa de especialização em saúde, financiado pelo Banco Mundial, para qualificar 38 mil profissionais, entre médicos, enfermeiros, técnicos de diagnóstico e apoio hospitalar, estando em curso a implementação de um Plano Estratégico para a Segurança do Paciente e um Programa de Controlo de Infecções.
Durante dois dias, os trabalhos da Cimeira foram orientados pelo ministro da Saúde das Filipinas, Teodoro Herbosa, e pelo director regional do Escritório da Organização Mundial de Saúde (OMS) para o Pacífico Ocidental, Saia Ma’u Piukala, com participação de responsáveis da saúde de várias partes do mundo e especialistas da OMS, entre outros convidados.