URBANISMO
UN-Habitat vai apoiar Angola nos projectos de ordenamento do território

29/05/2025 12h01
Luanda - Os projectos nacionais de ordenamento do território e do urbanismo vão contar com o apoio institucional da UN-Habitat, Organização das Nações Unidas para os Assentamentos Humanos, informou quarta-feira, em Nairobi, Quénia, o ministro das Obras Públicas, Urbanismo e Habitação, Carlos Alberto dos Santos.
Em declarações à imprensa, segundo o JA online, após uma reunião com a directora executiva da UN-Habitat e subsecretária-geral das Nações Unidas, Anacláudia Rossbach, o governante disse que o apoio será exercido, particularmente, no reforço da capacidade institucional e em acções concretas com programas e projectos que concorrem para o sucesso da Política Nacional de Ordenamento do Território e do Urbanismo em Angola.
“Foi um encontro muito bom, com Sua Excelência secretária executiva do Programa das Nações Unidas para os Assentamentos Humanos”, salientou, sublinhando que durante a reunião, foi possível fazer um balanço positivo de Angola na implementação do Programa Nacional de Urbanismo e Habitação, em que a autoconstrução dirigida é vista como um elemento central para a redução do défice.
“Num outro aspecto, na responsabilidade que Angola tem, hoje, na Presidência da União Africana, foi, também, abordado o aspecto do domínio das infra-estruturas em que houve, por parte da UN-Habitat, a possibilidade de um trabalho conjunto, para conseguirmos, também, levar a bom porto as nossas acções”, acrescentou o ministro.
Carlos Alberto dos Santos realçou, ainda, como aspecto importante, a reabertura dos Escritórios do Programa das Nações Unidas para os Assentamentos Humanos em Angola, enfatizando se tratar de um aspecto que está próximo do fim, explicando que o trabalho decorre com as equipas técnicas.
Nações Unidas elogia planeamento urbano
Para a directora executiva do UN-Habitat e subsecretária-geral das Nações Unidas, Anacláudia Rossbach, os programas e projectos desenvolvidos por Angola são sustentáveis do ponto de vista ambiental, vão gerar oportunidades em termos de desenvolvimento económico e contribuições para a economia do país.
“Em 2025, vamos ter quase 70 por cento da população mundial vivendo em cidades e, neste contexto, é fundamental reconhecer os esforços de Angola em construir um arcabouço legal de políticas públicas, de planeamento urbano e várias iniciativas e programas habitacionais”, disse.
A responsável da UN-Habitat sustenta o seu optimismo com o facto de acreditar que Angola apresenta uma “experiência sólida na construção de habitações sociais”, tendo acentuado que a actual trajectória combina com os novos esforços de construir habitações muito bem localizadas e inclusivas.