Instituto de Meteorologia prevê poucas ondas de calor nesta época do ano
Luanda - Apesar de o país entrar oficialmente na época do calor a 15 de Agosto, ainda assim, verificam-se períodos frios, em função da mudança gradual da estação de Cacimbo (período frio e seco) para o tempo mais quente e chuvoso, segundo notícia do JA Online.
Neste caso, as temperaturas mínimas podem rondar os 19 graus celcius. Os dados foram apresentados, segunda-feira, em Luanda, pelo director-geral do Instituto Nacional de Meteorologia e Geofísica (INAMET).
João Afonso disse que para os meses de Setembro, Outubro e Novembro há previsões de chuvas próximas da média climatológica em grande parte do território nacional, com realce para o litoral, região Centro e Sul do país.
Para o Nordeste das províncias de Cabinda, Zaire, Uíge, Malanje, Lunda-Norte e Lunda-Sul, a previsão indica chuvas acima da média climatológica.
O gestor do INAMET revelou que chuvas regulares são, também, esperadas nas regiões Nordeste, Centro e Leste do país, entre os meses de Outubro e Novembro.
"Não se espera que a época chuvosa de 2025/2026 seja mais quente do que o normal", frisou. O período de chuva vai decorrer sob condições neutras do fenómeno El Niño–Oscilação Sul (ENSO), o que reduz a probabilidade de extremos climáticos globais.
No entanto, explicou, episódios de calor intenso ou chuvas concentradas poderão ocorrer, como parte da variabilidade natural do clima.
“O que observamos, neste momento, é uma variação sazonal dentro da normalidade esperada para esta época do ano. As alterações climáticas permanentes são avaliadas em escalas de tempo mais longas, e não em mudanças de curto prazo", sublinhou.
Por essa razão, disse, "aconselhamos as pessoas a manterem-se atentas às informações meteorológicas e aos comunicados oficiais, de forma a estarem preparadas para eventuais eventos extremos”.
O INAMET, prosseguiu, recomenda à população a acompanhar regularmente as previsões do tempo disponibilizadas diariamente e os boletins sazonais, sendo que no dia 30 de Setembro vai ser divulgada a previsão climática sazonal para os períodos de Outubro, Novembro e Dezembro (OND 2025), assim como de Janeiro, Fevereiro e Março (JFM 2026).
Para Setembro, Outubro e Novembro de 2025 (SON 2025), informou, estão previstas chuvas próximas à média climatológica em grande parte do território nacional e chuvas acima da média climatológica no Nordeste das províncias de Cabinda, Zaire, Uíge, Malanje, Lunda-Norte e Lunda-Sul.
A época chuvosa de 2025/2026 deverá ocorrer sob condições neutras, que, geralmente, implicam menos impactos climáticos extremos associados a La Niña ou El Niño como factores climáticos de impacto global.
Chuvas regulares são esperadas nas regiões Nordeste, Centro e Leste do país entre os meses de Outubro e Novembro.
Entre os meses de Setembro e Novembro de 2025, prevê-se chuva próximo da média climatológica em toda faixa do Litoral e região Centro e Sul do país, nomeadamente nas províncias de Luanda, Bengo, Icolo e Bengo, Benguela, Bié, Cuanza-Norte, Cuanza-Sul, Huambo, Moxico, Moxico- Leste, Namibe, Cuando, Cubango, Sudoeste das províncias de Malanje, Lunda-Norte e grande parte da província da Lunda-Sul.
Cuidados com a saúde
O médico Jeremias Agostinho alerta que essa mudança do clima tem impacto directo na saúde da população. Com a chegada das chuvas, entre Outubro e Abril, realçou, os riscos mudam.
O acúmulo de água parada favorece a multiplicação de mosquitos, por isso a malária torna-se a doença mais comum e perigosa, assim como casos de febre tifóide, dengue, chikungunha e leptospirose.
Neste período, afirmou, também aumentam os casos de diarreias, gastroenterites e disenterias, hepatite A e hepatite E, muitas vezes causadas pelo consumo de água e alimentos contaminados.
O médico especialista em Saúde Pública explicou que as crianças merecem cuidados especiais nesta época chuvosa, porque são mais frágeis e sofrem muito com a malária, pneumonia e diarreias, que podem levar à desnutrição quando se repetem com frequência.
Por essa razão, disse ser importante reforçar a vacinação, garantir alimentação adequada, usar mosquiteiros impregnados e ter mais atenção à higiene e ao consumo de água potável.