Mais de 12 milhões e 800 mil cidadãos foram alfabetizados em 50 anos


Luanda – Doze milhões 806 mil 197 cidadãos foram alfabetizados em Angola, desde a conquista da independência, a 11 de Novembro de 1975, revelou, em Luanda, o director nacional para Educação de Jovens e Adultos, Evaristo Pedro.
Evaristo Pedro falava a propósito da edição especial do Prémio Nacional de Alfabetização, cuja fase de inscrição decorreu de 31 de Julho a 20 do corrente mês, numa iniciativa do Ministério da Educação, inserida na celebração dos 50 anos da independência de Angola.
Recordou que a campanha nacional de alfabetização foi lançada a 22 de Novembro de 1976, pelo primeiro Presidente de Angola, António Agostinho Neto, visando combater o analfabetismo herdado do período colonial.
A edição 2025 do prémio vai decorrer sob o lema “valorizar as conquistas e construir parcerias para um futuro sem analfabetismo”, com vista a reconhecer e incentivar projectos e actores sociais que se destacam na luta contra o analfabetismo no país.
Sublinhou que, ao longo dos anos, o processo de alfabetização registou diversos constrangimentos que foram sendo superados, garantindo resultados significativos em todo o país.
Actualmente, disse, Angola tem mais de sete mil formadores e alfabetizadores, entre os quais profissionais do Ministério da Educação e voluntários de organizações da sociedade civil.
Na entrevista concedida à agência ANGOP, Evaristo Pedro sublinhou que, presentemente, as aulas de alfabetização decorrem em escolas públicas, privadas, assim como em igrejas, associações, empresas ou cooperativas, num total de mais de sete mil turmas cadastradas oficialmente.
Destacou que a alfabetização continua a ser uma prioridade para o Estado angolano, por ser uma ferramenta fundamental para a inclusão social, desenvolvimento económico e exercício pleno da cidadania.
O Prémio Nacional de Alfabetização está avaliado em 10 milhões de kwanzas, abarcando as categorias de inovação e criatividade, sustentabilidade da iniciativa e impacto e resultados alcançados, e abrange pessoas singulares e colectivas, entre nacionais e estrangeiras, com idade igual ou superior a 18 anos.
A cerimónia de entrega dos prémios vai ocorrer a 22 de Novembro próximo, homenageando o primeiro Presidente de Angola, António Agostinho Neto, pela sua intervenção na luta contra o analfabetismo no país.
O prémio, segundo Evaristo Pedro, representa um importante estímulo ao engajamento cívico e a mobilização de recursos e parcerias para erradicar o analfabetismo no país.
O vencedor do prémio recebe cinco milhões de kwanzas, o segundo três milhões e o terceiro dois milhões, revelou, adiantando que, para além dos valores monetários, será atribuído certificado de reconhecimento para projectos com destaque em áreas como responsabilidade social, compromisso municipal com a alfabetização e instituições livres de analfabetismo.
Concorreram ao prémio educadores, organizações da sociedade civil, instituições públicas e privadas, pesquisadores e centros de investigação.