Destacado papel da igreja na construção de uma Angola próspera


Luanda – O ministro angolano da Cultura, Filipe Zau, afirmou, em Luanda, que a cooperação entre o Estado e as igrejas é um pilar fundamental para o desenvolvimento de Angola, do ponto de vista moral, espiritual, social e económico.
Filipe Zau, que falava, na semana finda, no encerramento de uma conferência ecuménica, realizada de 19 a 21 do corrente mês, sob o lema “a contribuição da Igreja para o alcance do sonho dos angolanos", adiantou que existe uma aliança antiga que deve ser aproveitada para promover a cidadania, educação e o progresso do país.
Ao dissertar sobre a cooperação entre o Estado e as igrejas, Filipe Zau disse que “as igrejas são um complemento essencial ao trabalho do Estado, especialmente no campo educativo”, sublinhando que se precisa da sua contribuição para gerar referências sociais e morais que ajudem a moldar uma cidadania mais consciente e activa.
Sobre a exigência de formação superior para líderes religiosos, salientou ser uma preocupação levantada por diversos representantes na conferência, destacando que se vive vive na era do conhecimento, não havendo espaço para o obscurantismo, analfabetismo ou feiticismo.
“O desenvolvimento exige saber, ética, estética e moral”, sublinhou, reconhecendo que a formação é essencial, seja na igreja, na medicina, na engenharia ou em qualquer outra área.
Apelou à união entre o Estado e as igrejas, devido a necessidade de se estabelecer pontes que sirvam para o bem-estar colectivo, enfatizando a necessidade de se “criar elos, fortalecer ligações e trabalhar em conjunto para o bem social de todos e o progresso de Angola”.
Os líderes cristãos reafirmaram que a Igreja, em todas as suas expressões, continua a ser um pilar espiritual, social e moral na edificação de uma Angola mais justa, reconciliada e próspera.
A conferência ecuménica foi promovida pela Comissão Inter-Eclesial, o Conselho de Igrejas Cristãs em Angola (CICA), a Aliança Evangélica de Angola (AEA), a Conferência Episcopal de Angola e São Tomé (CEAST) e o Fórum Cristão Angolano (FCA).