EMPREGO
Angola regista mais de 18 milhões 199 mil pessoas economicamente activas
17/08/2025 08h21
Luanda – A população economicamente activa em Angola passou para 18 milhões, 199 mil e 957 pessoas, no segundo trimestre deste ano, o que representou um aumento de 45 mil e 242 (0,2%) postos de trabalho face ao período anterior (primeiro trimestre de 2025), segundo o Instituto Nacional de Estatística (INE).
Por outro lado, a taxa de desemprego registou uma redução de 1,9 pontos percentuais, ao atingir 28,8% contra 29,4% do trimestre anterior.
Esses indicadores de Angola, por exemplo, superam a taxa oficial de desemprego na África do Sul, que subiu, pelo segundo trimestre consecutivo, para 33,2% entre Abril e Junho deste ano, contra 32,9% entre Janeiro e Março, segundo dados divulgados terça-feira (12) pela agência de estatísticas deste país.
Ou seja, o Statistics South Africa informou que o número de desempregados nesse país aumentou para 8,367 milhões no segundo trimestre de 2025, em comparação com 8,228 milhões no trimestre anterior. Uma definição mais ampla de desemprego, que inclui aqueles desencorajados a procurar trabalho, caiu para 42,9% no segundo trimestre, ante 43,1% no trimestre anterior, na África do Sul.
De acordo com o director-geral do INE, Joel Futi, que falava esta sexta-feira, em Luanda, durante o acto de apresentação da Folha de Informação Rápida (FIR) do Inquérito ao Emprego em Angola (IEA), os dados de Angola confirmam uma evolução positiva no mercado de trabalho nacional, com mais angolanos inseridos em actividades produtivas e uma redução do número de cidadãos à procura de emprego.
Os referidos indicadores, revelam também que o país está a consolidar um ciclo de geração de oportunidades laborais, apoiado em políticas públicas orientadas para o investimento, diversificação da economia e reforço da capacidade produtiva.
Esse processo, continuou, contribui para o aumento do rendimento das famílias e para o fortalecimento da estabilidade social e económica.
O IEA, referente ao 2º trimestre, sublinha ainda que, entre Abril e Junho, a população empregada aumentou em 136 mil e 316 indivíduos, perfazendo um total de 12 milhões, 950 mil e 875 trabalhadores.
Em termos homólogos, comparando com igual período de 2024, verificou-se um acréscimo de 842 020 postos de trabalho, equivalente a 7%. No mesmo comparativo, o número de desempregados diminuiu em 515 mil e 231 pessoas, correspondendo a uma redução de 8,9%.
Já a economia informal, que representa 78,6% da população empregada, registou uma quebra trimestral de 1,7%, correspondente a menos 172 mil e 744 trabalhadores nessa condição, indiciando um processo gradual de formalização das actividades económicas.
A taxa de actividade fixou-se em 89%, um ligeiro recuo de 0,6 pontos percentuais face ao trimestre anterior, mantendo-se, contudo, num patamar elevado.
O Inquérito ao Emprego em Angola (IEA) é um estudo por amostragem, dirigido aos agregados familiares residentes em Angola, sendo excluídos os agregados familiares residentes em habitações colectivas, como hotéis, hospitais, quartéis militares, residências de estudantes, sem-abrigo, entre outros.
A unidade estatística de amostragem é o agregado familiar, onde são recolhidos dados sociodemográficos de todos os membros e para as questões sobre emprego, são recolhidos dados a todos os indivíduos com 15 ou mais anos de idade.
A amostra desse inquérito é probabilística e permite disponibilizar dados a nível nacional, por área de residência (urbana e rural). Este estudo tem uma periodicidade trimestral e a informação é recolhida a cada semana.