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Oitava Conferência Internacional sobre Cerimonial e Protocolo decorreu em Benguela

Um pormenor da cidade de Benguela
Um pormenor da cidade de Benguela Imagens: DR

Redacção

Publicado às 10h48 01/09/2025 - Actualizado às 10h48 01/09/2025

Luanda – A oitava Conferência Internacional sobre Cerimonial e Protocolo decorreu em Benguela, com participação de mais de 500 especialistas e académicos nacionais e estrangeiros, na semana finda.

Sob o lema “Angola: 50 Anos de Cerimonial e Protocolo”, o evento, promovido pela Associação de Profissionais de Cerimonial e Protocolo de Angola, em parceria com a Organização Internacional de Cerimonial e Protocolo, visou harmonizar normas e procedimentos protocolares e cerimoniais nos eventos oficiais, respeitando a cultura e tradições dos povos.

A conferência debateu 13 temas, entre os quais a “Evolução dos Serviços do Protocolo de Estado em Angola”, “Linha do tempo no Cerimonial e Protocolo em Angola”, “Relevância da bandeira na afirmação da Independência Nacional” e o “Poder Judicial Angolano e seu protocolo”.

Outros temas em debate foram as “Particularidades do Protocolo Militar em Angola" e a “importância da instituição do dia dos símbolos nacionais”.

O evento contou prelectores de Angola, Argentina e Cabo Verde e com a participação do presidente da Organização Internacional de Cerimonial e Protocolo, Alejandro Negro, de nacionalidade argentina.

O governador de Benguela, Manuel Nunes Júnior, destacou o papel do cerimonial e do protocolo na história de Angola independente, destacando o contributo essencial para a diplomacia e para a afirmação do país no concerto das nações, dos profissionais do sector, nos primeiros anos da independência.

Manuel Nunes Júnior assinalou a importância da conferência, por considerar o cerimonial e o protocolo de grande valia para que a organização dos eventos nacionais e internacionais seja bem-sucedidos e realizados com dignidade, respeito e organização

Ao recordar que a desorganização e a indisciplina são “inimigas do cerimonial e do protocolo”, defendeu a necessidade de se continuar a capacitar e valorizar os profissionais do sector, a fim de que os eventos sejam realizados de forma digna e respeitosa.

Por sua vez, o presidente da Organização Internacional de Cerimonial e Protocolo, Alejandro Negro, encara a conferência como um marco importante, para o início de uma cooperação mais profunda entre a sua instituição e os países africanos.

Alejandro Negro reconheceu que África conta com excelentes profissionais na área do cerimonial, o que abre boas perspectivas para o reforço da cooperação com a organização que representa, sendo a conferência uma oportunidade de partilha de conhecimentos e experiências entre profissionais de cerimonial e protocolo angolanos e estrangeiros.

A Associação de Profissionais de Cerimonial e Protocolo de Angola, dirigida por Hildeth Coimbra, é uma organização não-governamental que congrega profissionais dos sectores público e privado, e visa promover o estudo e a aplicação de boas práticas nas áreas de cerimonial, protocolo e organização de eventos.

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