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Administração do Parque Nacional do Luengue-Luiana preocupada com abate de animais

Hipopótamos no Parque Nacional do Luengue-Luiana, Angola
Hipopótamos no Parque Nacional do Luengue-Luiana, Angola Imagens: DR

Redacção

Publicado às 13h04 25/09/2025 - Actualizado às 13h04 25/09/2025

Luanda - O número reduzido de fiscais ambientais no Parque Nacional do Luengue-Luiana, na província do Cuando, tem contribuído para o aumento de crimes ambientais, com destaque para o abate indiscriminado de diversas espécies de animais e queimadas anárquicas.

Este informação foi prestada pelo administrador do parque, Veríssimo Fernando, adiantando que, actualmente, são controlados 62 fiscais ambientais, um número insuficiente para garantir o asseguramento de uma área com mais de 45 mil e 818 quilómetros quadrados de extensão e a conservação da biodiversidade.

Segundo o JA Online, Veríssimo Fernando disse que para o combate cerrado aos caçadores furtivos e outros infractores que realizam queimadas, o Parque Nacional do Luengue-Luiana necessita, no mínimo, de 250 fiscais ambientais.

Para combater e reduzir o índice de crimes, a administração do parque tem promovido acções de sensibilização no seio das comunidades residentes ao redor das áreas de conservação, sendo que o abate indiscriminado de animais, principalmente de búfalos, são cometidos, maioritariamente, por cidadãos da vizinha República da Zâmbia, tendo em conta que o parque situa-se na fronteira com aquele país.

O responsável informou que apesar da área de conservação receber alguns drones com capacidade para o controlo e fiscalização de sete quilómetros, sobretudo das zonas longínquas e de difícil acesso, não tem sido suficiente para combater os agressores ambientais.

Apesar dos crimes de agressão ambiental, referiu, o Parque Nacional do Luengue-Luiana tem registado, nos últimos anos, o regresso de muitos animais, com realce para elefantes e búfalos.

Veríssimo Fernando disse que, regularmente, o Parque Nacional do Luengue-Luiana recebe turistas nacionais e estrangeiros, interessados em observar a biodiversidade da região angolana do Okavango e investir no sector do turismo.

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