IGREJA
Basílica da Muxima deverá estar concluída em 2027

08/09/2025 13h37
Luanda - O Executivo angolano prevê concluir, até ao primeiro trimestre de 2027, a construção da Basílica da Muxima, anunciou, este domingo, a Vice-Presidente da República, Esperança da Costa.
Em declarações à imprensa, no final da missa de encerramento da Peregrinação ao Santuário da Muxima, Esperança da Costa disse que a basílica terá capacidade para acolher cerca de 12 mil fiéis sentados e mais 100 mil em pé, sublinhando que vai acolher e dar melhor conforto a todos os peregrinos nacionais e estrangeiros que acorram aquele lugar.
Salientou ser importante a futura basílica possa "oferecer a Angola, África e ao mundo um lugar santo com as condições adequadas para quem vem aqui fazer um momento de introspecção, reflexão, mais solicitação espiritual, mas também para quem venha em comunidade familiar, poder permanecer aqui uns dias e orar para que a nação seja cada vez mais forte".
A Vice-Presidente da República enfatizou que "todos juntos possamos pedir a Deus que, nos próximos tempos, tenhamos uma nação mais próspera, com mais coesão e reunificação familiar, onde possamos disseminar o amor ao próximo que venha fortalecer a nação".
Desejou que haja mais justiça social, paz, progresso e prosperidade, tendo sublinhado que o povo cristão deve orar e pedir a Deus para ter um país prospero, de forma a que todas as famílias também possam ser prósperas e reine mais felicidade e bem-estar, apelando que cada cidadão possa participar para que a nação seja fraterna, mais solidária, com mais justiça social, paz e progresso.
A missa de encerramento foi presidida pelo bispo auxiliar de Maputo (Moçambique), Tonito Xavier Muananoua, que apelou para humildade entre os homens na construção de sociedades mais justas, sublinhando que o desenvolvimento desta qualidade humana aperfeiçoa e afeiçoa a relação e cimenta a harmonia social.
"Deixemos de fora o ego e passemos a cultivar a irmandade, reforçando a vontade de Cristo Jesus para a comunhão com Deus, onde os homens reconhecem os seus limites", afirmou durante a missa de encerramento da peregrinação ao Santuário da Muxima.
Destacou que "precisamos de humildade para acolher nos corações o espírito da Mamã Muxima para revelar-se entre os irmãos o amor, construindo assim sociedades mais pacíficas", reconhecendo que a vinda a peregrinação dos fiéis, nos três dias da sua duração, é um sinal de humildade e o recomeço da obediência à Deus e ao evangelho de Jesus Cristo.
Lembrou que o pensamento humano é limitado e frágil, sendo por isso necessária a orientação de Deus, seu espírito Santo, para iluminação da compreensão e solidificar o caminho da paz e do bem, enfatizando que a fé manifestada nos três dias da peregrinação evidenciou o reavivamento do evangelho de Cristo e a união a Deus, por meio da vista da imagem da Santa Maria, abrindo espaço para o perdão.
A peregrinação iniciou na sexta-feira, com a missa de catequeses e confissão, seguindo-se, no sábado, a chegada da imagem da Mamã Muxima, transportada por uma viatura, de Catete à Muxima, percorrendo cerca de 65 quilómetros.
ACom o lema "Com Maria Perigrinemos na Esperança", a peregrinação envolveu milhares de peregrinos, que se engajaram em várias actividades, entre as quais, missas, confissões, catequeses e louvores de adoração ao santíssimo.