ENFERMAGEM

Especialização em enfermagem de cerca de nove mil técnicos a partir de Outubro

Hospital Pediátrico - Augusto Santos
Hospital PediátricoImagem: Augusto Santos

22/09/2025 11h07

Luanda – Cerca de nove mil técnicos iniciam, em Outubro próximo, a sua especialização em enfermagem, no âmbito do Projecto de Formação para a Cobertura Universal de Saúde.

De acordo com uma nota de imprensa, saída da reunião da Unidade de Implementação do Projecto de Formação de Recursos Humanos em Saúde, está igualmente previsto o início, ainda este ano, de novos cursos de especialização nas áreas de pediatria, oftalmologia, oncologia e parteiras.

Durante a reunião, que avaliou os preparativos do ano lectivo 2025/2026, no que toca a formação especializada de técnicos de enfermagem de nível pós-médio, o coordenador para a formação de quadros, Job Monteiro, reiterou a necessidade de se acelerar o processo formativo, por ser uma prioridade nacional.

Por seu lado, a directora dos Recursos Humanos do Ministério da Saúde, Sandra Ferreira, considerou fundamental garantir que os coordenadores de cada polo actuem como multiplicadores da qualidade formativa, assegurando que cada formando receba o melhor que o sistema pode oferecer.

Sublinhou que a expansão do processo está alinhada a política do Programa de Recursos Humanos em Saúde, promovendo equidade de acesso à formação e valorização do capital humano.

Executivo capacita 38 mil profissionais de saúde

Importar recordar que o Executivo está a implementar um plano de formação que visa capacitar 38 mil profissionais de saúde, nos próximos cinco anos, apoiado por investimentos estratégicos em infra-estruturas e capital humano.

Segundo a ministra da Saúde, Sílvia Lutucuta, que falava à imprensa, depois de testemunhar, no Complexo Hospitalar de Doenças Cardiopulmonares Cardeal Dom Alexandre do Nascimento (CHDCP), em Luanda, a primeira cirurgia de cateterismo cardíaco pediátrico no sector público, o país está num processo contínuo de crescimento técnico e científico.

Reconheceu que o avanço registado, com intervenções cirúrgicas de alta complexidade, só é possível devido ao investimento do Executivo no reforço da capacidade interna do sistema nacional de saúde, incluindo a formação.

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