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Josefa Sacko diz que novo programa da agricultura renova compromisso de transformar sistemas

Embaixadora de Angola na Itália, Josefa Sacko
Embaixadora de Angola na Itália, Josefa Sacko Imagens: Angop

Redacção

Publicado às 17h26 27/10/2025 - Actualizado às 20h08 27/10/2025

Roma - A embaixadora de Angola na Itália, Josefa Sacko, reafirmou hoje, segunda-feira, que a declaração de Kampala do programa abrangente de desenvolvimento da agricultura de África, que entra em vigor em Janeiro de 2026, renova o compromisso colectivo do continente de transformar os sistemas agro-alimentares de forma a garantir resiliência, inclusão e sustentabilidade para as gerações futuras.

A também representante permanente junto das agências da Nações Unidas em Itália intervinha num fórum que teve como tema "Acelerando a implementação da Declaração de Kampala para a transformação dos sistemas agroalimentares: lições aprendidas a nível nacional", e assegurou que o cerne do CAADP está o foco na apropriação nacional, na formulação de políticas baseadas em evidências, na responsabilidade mútua e na participação inclusiva.

Sublinhou que a declaração de Kampala baseia-se nos princípios e alarga o âmbito do CAADP, abordando desafios emergentes como as alterações climáticas, a nutrição, o emprego dos jovens e a inclusão social nos sistemas agroalimentares que reforça a visão de África no âmbito da declaração de Malabo, da Agenda 2063 da União Africana e dos objectivos de desenvolvimento sustentável.

Josefa Sacko disse, ainda, que das lições aprendidas em 20 anos do CAADP, notou-se que é realmente possível obter resultados positivos agrícola no continente quando há forte vontade política, coordenação estratégica e visão de longo prazo.

“Fizemos progressos significativos em áreas como investimento público, melhoria dos quadros políticos e reforço dos mecanismos de responsabilização. No entanto, também reconhecemos que a implementação tem sido, por vezes, desigual, muitas vezes desligada dos processos de planeamento nacional. Além disso, prioridades globais concorrentes têm pressionado os nossos governos nacionais”, frisou

No seu entender, a medida que se aproxima o início do novo programa da agricultura , é fundamental que os governos sob a liderança da União Africana e das comunidades económicas regionais — unam todas as partes interessadas dos sistemas agroalimentares, nomeadamente , agricultores, setor privado, sociedade civil e instituições de investigação.

Salientou que a declaração de Kampala do CAADP fornece um quadro unificador e orientado para a ação de transformar os sistemas agroalimentares de África. "Contudo, para que esta transformação seja bem-sucedida, será necessário mais do que apenas compromisso político — exige inovação sustentada, responsabilidade e esforços colaborativos em todo o continente", afirmou.

O fórum organizado pela Akademya2063, Organização Pan-africana de Agricultores (PAFO) e pela GAFSP( Global agriculture and food security program), serviu para tirar lições e apelo à acção colectiva na mobilização de recursos de forma proativa e adotar mecanismos de financiamento inovadores para que o novo programa agrícola após Malabo seja efectivamente implementada.

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