MINAS
Províncias do Cubango e Cuando têm mais áreas livres de minas

28/10/2025 11h57
Luanda - Diversos engenhos explosivos em 467 áreas, das 638 previstas, destinadas à construção de estradas, implementação de cabo de fibra óptica e projectos sociais e turísticos, foram removidos pelas operadoras de desminagem que trabalham nas províncias do Cubango e Cuando, de Janeiro a Setembro deste ano.
A informação foi prestada pelo responsável da Agência Nacional de Acção Contra as Minas (ANAM) do Cuando e do Cubango, Marcial Kativa, em declarações ao Jornal de Angola, tendo sublinhado que das 467 áreas desminadas, 275 foram na província do Cubango e 192 no Cuando, espaços que já foram entregues às Administrações Municipais para a implementação de diversos projectos.
Indicou que os trabalhos permitiram, ainda, desminar 50 quilómetros na Estrada Nacional (EN) 280, num troço de 204 quilómetros entre o Cuito Cuanavale e Mavinga, bem como 44 quilómetros entre Mavinga e Rivungo na província do Cuando.
Durante esse período, disse, foram ainda desminados 188 quilómetros de estrada, entre os municípios de Menongue, na província do Cubango e do Cuvango, na Huíla, onde está a ser implementado o projecto de cabo de fibra óptica entre as duas localidades.
Os trabalhos de desminagem, avançou, permitiram remover na província do Cubango, 200 engenhos não detonados, 54 minas anti-pessoal e seis anti-tanque, assim como 400 munições diversas. Ao passo que no Cuando foi possível a remoção de 4.172 minas anti-pessoal, 524 minas anti-tanque, 532 uxos e 2.005 munições de diversos calibres.
Segundo Marcial Kativa, no período em balanço, três pessoas morreram e oito ficaram gravemente feridas, na província do Cubango, em consequência do registo de sete acidentes com minas.
A redução do financiamento às empresas que desenvolvem os trabalhos de desminagem, referiu, provocou, também, a diminuição dos recursos humanos e a aquisição de meios técnicos de desminagem mecanizada e manual.
“Não obstante a insuficiência de recursos humanos, meios técnicos e financeiros, as actividades de desminagem atingiram resultados acima de 70 por cento. Ainda para este ano, temos como desafio limpar, até Dezembro, as 171 áreas que faltam no Cuando e do Cubango”, frisou.
Neste momento, adiantou, trabalham no processo de remoção e destruição de engenhos explosivos no Cuando e Cubango, as operadoras Halo Trust, Engenharia Militar, Centro Nacional de Desminagem (CND), Polícia de Guarda Fronteiras (PGF), Horizonte 21 e Buila.
Durante os nove meses, referiu, a ANAM, em coordenação com as operadoras de desminagem, sensibilizaram 2.030 pessoas sobre o perigo que as minas representam, tendo em atenção que ainda existem muitas áreas suspeitas de terem engenhos explosivos.