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Carolina Cerqueira defende harmonização de estratégias sobre saúde da mulher na SADC

Presidente da Assembleia Nacional, Carolina Cerqueira (centro), na abertura do workshop sobre saúde reprodutiva
Presidente da Assembleia Nacional, Carolina Cerqueira (centro), na abertura do workshop sobre saúde reprodutiva Imagens: Cedida

Redacção

Publicado às 13h42 06/11/2025

Luanda - A Presidente da Assembleia Nacional, Carolina Cerqueira, defendeu, esta quarta-feira, em Luanda, o reforço da cooperação entre os membros da SADC, partilha das boas práticas, mobilização de recursos e harmonização de estratégias que coloquem a saúde e a dignidade das mulheres no centro das políticas públicas.

Ao discursar na abertura do workshop sobre planeamento familiar e o impacto das alterações climáticas na saúde sexual e reprodutiva, adiantou que proteger as jovens gerações significa garantir-lhes acesso à educação, informação e serviços de saúde abrangentes, para que possam crescer com segurança, confiança e esperança.

“O caminho para proteger a saúde sexual e reprodutiva em Angola passa por uma visão integrada, em que políticas climáticas, saúde pública, protecção social e direitos humanos se reforçam mutuamente”, frisou Carolina Cerqueira.

Carolina Cerqueira sublinhou o papel fundamental dos parlamentares na promoção de políticas que integrem a dimensão do género, planeamento familiar e resiliência climática como pilares do desenvolvimento sustentável.

Na sua intervenção, apontou a relevância do planeamento familiar, como pilar essencial para o desenvolvimento sustentável, destacando que o acesso equitativo aos serviços de saúde sexual e reprodutiva é um direito fundamental que contribui para o bem-estar das famílias e para o progresso do país.

Alertou para os efeitos das alterações climáticas sobre a saúde das populações, especialmente das mulheres e jovens, realçando que as mudanças ambientais agravam vulnerabilidades e dificultam o acesso a cuidados essenciais.

“É urgente integrar as políticas de saúde e ambiente, com enfoque na justiça climática e na igualdade de género”, afirmou.

Apelou à reflexão e acção conjunta dos diferentes actores sociais e institucionais, defendendo a importância de reforçar o papel do parlamento na criação de políticas públicas inclusivas, que promovam o equilíbrio entre crescimento populacional, sustentabilidade ambiental e desenvolvimento humano.

Recordou que, particularmente na região da SADC, os efeitos das alterações climáticas são sentidos de maneira directa e profunda, afectando comunidades, economias e, sobretudo, as mulheres e raparigas.

Sublinhou que o clima deixou de ser apenas uma questão ambiental, tornando-se “uma questão humana, social e económica, porque, adiantou, cada seca, inundação e deslocação forçada traz consigo perdas materiais e riscos acrescidos para a saúde materna, nutrição infantil e acesso aos serviços de saúde reprodutiva.

“Um país que investe na planificação familiar e na saúde das suas mulheres investe no futuro das suas populações, na estabilidade das suas economias e na harmonia social”, enfatizou, adiantando ser um investimento que gera impacto positivo em todas as dimensões, porque reduz a pobreza, melhora os indicadores de saúde, amplia as oportunidades de educação e fortalece a coesão social.

O workshop visou promover o diálogo inter-sectorial e contribuir para estratégias nacionais mais eficazes, no domínio da saúde reprodutiva e do planeamento familiar, tendo em conta os desafios impostos pelas alterações climáticas.

A iniciativa, sob coordenação do Projecto de Saúde, Direitos Sexuais e Reprodutivos, VIH-SIDA e Governação do Fórum Parlamentar da SADC, reuniu deputados, especialistas em saúde pública, representantes da sociedade civil e parceiros internacionais.

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