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Arcebispo defende fortalecimento da cooperação entre Estado e Igreja

Arcebispo defende fortalecimento da cooperação entre Estado e Igreja
Arcebispo defende fortalecimento da cooperação entre Estado e Igreja Imagens: DR

Redacção

Publicado às 09h24 08/11/2025

Luanda - O arcebispo emérito da Diocese do Lubango, Dom Zacarias Kamuenho, defendeu, sexta-feira, em Luanda, a necessidade do Estado e da Igreja caminharem de mãos dadas para analisar o passado e perspectivar o futuro do país, com vista a servir melhor a população.

Ao intervir no segundo dia do Congresso Nacional para a Reconciliação, o bispo sublinhou que tanto o Estado quanto a igreja estão a serviço da sociedade, razão pela qual ambas devem sentar-se para avaliarem o percurso do país, perspectivarem o futuro, procurando sempre soluções que promovam o bem-estar comum e a coesão nacional.

Segundo Dom Zacarias Kamuenho, a Igreja passará , nos próximos tempos, a conduzir encontros do género, de modo a contribuir para a reconciliação efectiva e duradoura no seio da sociedade angolana.

Considerou o evento uma oportunidade de reflexão profunda sobre o percurso histórico e social de Angola, sublinhando a importância da união de esforços entre as instituições religiosas e governamentais.

O Congresso Nacional para a Reconciliação é uma iniciativa da Conferência Episcopal de Angola e São Tomé e visa fortalecer a cultura da paz, da justiça, e da coesão social em Angola, incentivando o diálogo e a participação de diferentes sectores da sociedade.

O evento, que acontece no âmbito das celebrações dos 50 anos da Independência Nacional, pretende estabelecer um compromisso para os próximos 50 anos, depois de analisadas as lições dos longos anos de liberdade conquistados desde 11 de Novembro de 1975.

O encontro, organizado pela Conferência Episcopal de Angola e São Tomé (CEAST), reserva, igualmente, no domingo, 9, a missa de encerramento do congresso e de acção de graças dos 50 anos de independência do país.

O evento prevê, ainda, a reunião de várias figuras públicas e privadas para um momento de exame de consciência colectivo dos últimos 50 anos e uma relação dos novos tempos pós-cinquentenário.

O Congresso Nacional da Reconciliação não se destina apenas aos fiéis católicos, mas está aberto a todos os cidadãos e forças vivas da Nação. Está prevista a participação de cerca de 500 representantes de diversos sectores da sociedade, incluindo organizações religiosas, sociais, culturais, políticas e juvenis.

Os objectivos do Congresso passam por proporcionar um encontro nacional de autoavaliação e de busca de novos rumos para Angola; realizar uma retrospecção histórica dos últimos 50 anos, extraindo lições para o futuro; estabelecer um compromisso nacional com o futuro da Pátria; e produzir a Carta do Cinquentenário, documento que reflectirá as correcções históricas necessárias e apresentará uma nova proposta de vida nacional.

 

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