Bispo Metodista reafirma compromisso da Igreja com a coesão e paz social
Luanda – O Bispo da Igreja Metodista Unida da Conferência Anual do Oeste de Angola, Gaspar João Domingos, destacou, esta terça-feira, em Luanda, o compromisso da Igreja com a promoção da coesão e da paz social.
Em declarações à ANGOP, o líder religioso recordou que, após a libertação do domínio colonial português, Angola enfrentou décadas de guerra civil, conflito que “silenciou as armas, mas deixou feridas profundas nas mentes e nos corações dos angolanos”.
O bispo sublinhou o papel da Igreja no processo de pacificação, mencionando a criação do COIEPA (Conselho de Igrejas Cristãs de Angola) como uma iniciativa que visou intermediar o diálogo entre as partes em conflito.
“A Igreja promoveu cultos ecuménicos, jejuns e vigílias, buscando despertar a consciência dos irmãos desavindos para o fim da guerra”, lembrou.
O líder religioso destacou que os 50 anos de Independência Nacional representam “um tempo de júbilo” e também de profunda reflexão sobre o percurso histórico do país, marcado por conquistas, mas igualmente por sofrimento, guerra e divisões internas.
Gaspar João Domingos apelou à reflexão, perdão e reconciliação nacional como caminhos indispensáveis para consolidar a paz e o desenvolvimento do país, ao celebrar-se o quinquagésimo aniversário da Independência de Angola.
“A independência foi uma conquista feita com sangue, suor e lágrimas. Temos muito a festejar, mas também a repensar como ela chegou até nós e como se tem mantido até hoje”, afirmou.
Referindo-se ao significado bíblico do jubileu, o líder metodista afirmou que o marco dos 50 anos deve ser encarado como uma oportunidade para o recomeço e a renovação dos compromissos nacionais.
“Biblicamente, os 50 anos representam o Jubileu, tempo de libertação, perdão e recomeço. Depois de tanta dor e sofrimento, é hora de derrubar os pilares do passado e erguer novos alicerces para os próximos 50 anos”, defendeu.
O bispo exortou aos jovens a não se prenderem aos erros do passado e a assumirem um papel activo na construção de uma Angola reconciliada, justa e próspera.
“A juventude não deve comprometer o seu futuro olhando para um passado sombrio. É tempo de participar no processo de reconciliação e desenvolvimento do país”, destacou.
O líder religioso disse ainda que é preciso permitir que todos vivam em paz e em harmonia.