Sociedade

Sociedade


PUBLICIDADE

Duas mil 636 mortes por acidentes de viação em dez meses

Acidente de viação (Arquivo)
Acidente de viação (Arquivo) Imagens: DR

Redacção

Publicado às 14h13 17/11/2025

Luanda – Dois mil 636 cidadãos perderam a vida em acidentes de viação nas estradas do país, de Janeiro a Outubro do corrente ano, revelou, este domingo, em Luanda, o ministro do Interior, Manuel Homem.

Em declarações à imprensa, à margem da marcha em memória das vítimas da sinistralidade rodoviária, que se realizou em Luanda, Manuel Homem adiantou que as mortes resultaram de cerca de dez mil acidentes de viação, em todo o território nacional.

Deu a conhecer que os acidentes provocaram ainda 14 mil 507 feridos.

De acordo com o ministro do Interior, o excesso de velocidade, condução sob o efeito do álcool, uso do telemóvel, ultrapassagem irregular e incumprimento das regras básicas de segurança são as principais causas da sinistralidade em Angola.

Lamentou o facto de a sinistralidade rodoviária continuar a ser uma das principais causas de morte e de sofrimento no país, enfatizando que "cada vítima é mais do que um número nas estatísticas, é uma história interrompida, um sonho que ficou por cumprir, uma vida que faz falta, uma mãe que chora, um filho que ficou sem pai, um lar que perdeu o seu alicerce".

Sublinhou que o perigo nas estradas não é uma fatalidade, mas sim reflexo das atitudes, escolhas e da forma como se vive a cidadania, e reafirmou que o Governo tem reforçado as medidas de fiscalização e melhoria das infra-estruturas, assim como tem promovido campanhas de sensibilização e de educação rodoviária, para reduzir o índice de acidentes nas estradas.

Destacou que as medidas só serão eficazes se houver mudança de comportamento individual e colectivo dos condutores e dos peões, referindo que a segurança rodoviária é uma responsabilidade de todos, uma causa nacional que começa em cada um dos cidadãos.

Sob o lema "Mude antes que seja tarde", a caminhada juntou ministros, entidades religiosas, membros de associações de camionistas, gestores e efectivos da Polícia Nacional, entre outros.

PUBLICIDADE