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Angola mantém estratégia para preservação e sustentabilidade do ecossistema marinho

Ministra das Pescas e Recursos Marinhos em Dakar, Senegal
Ministra das Pescas e Recursos Marinhos em Dakar, Senegal Imagens: DR

Redacção

Publicado às 12h17 20/11/2025 - Actualizado às 12h17 20/11/2025

Luanda - Angola está a trabalhar para uma maior sustentabilidade dos seus recursos marinhos, de modo a proporcionar a estabilidade e segurança do ecossistema, sem descurar os conceitos de inovação e desenvolvimento.

A afirmação foi feita terça-feira, em Dakar, Senegal, pela ministra das Pescas e Recursos Marinhos, Carmen dos Santos, à margem do Simpósio Desenvolvimento Sustentável em África: Perspectivas Multidisciplinares, organizado pelo Instituto Africano de Pesquisa Pluridisciplinar Aplicada (IARPA).

De acordo com uma nota da Embaixada de Angola no Senegal, citada pelo Jornal de Angola, a governante disse que o Sector das Pescas e Recursos Marinhos está a trabalhar numa visão que consiste em tomar as maiores decisões através dos melhores dados que se possui do ponto de vista da investigação científica, "pois com ela vem a inovação, mas sempre numa perspectiva de soluções baseadas no ecossistema".

Acrescentou que tal modelo contextual de desenvolvimento sustentável se aplica, igualmente, nos conselhos de gestão integrada das pescas, como forma de dar maior capilaridade às pescas sustentáveis e olhando, também, para a aquicultura como resposta à esta sustentabilidade.

Aludiu que o segmento das pescas e recursos marinhos trabalha de modo consistente para o enraizamento da aplicabilidade dos quatro grandes pilares conceptuais do desenvolvimento sustentável do sector, que são o social, ambiental, económico, que estão interligados ao pilar da governança, considerando estas como premissas para uma maior participação das comunidades.

“Efetivamente, nós estamos a trazer movimento e preparação, para que no maior espaço de tempo, possamos perceber, todos, que, o que trazemos do passado para o futuro, é uma abordagem sustentável; quer seja do ponto de vista para a literacia e conhecimento dos oceanos, quer seja do ponto de vista da pesca responsável – para a pesca extractiva e também da aquicultura, para que seja igualmente sustentável”, referiu Carmen dos Santos.

Olhando para uma dimensão nacional, regional e internacional, a ministra referiu que esses elementos são facilitadores da cooperação transversal, pois permitem a que os ecossistemas respondam a demanda do país, assim como dos demais países que se interrelacionam com Angola, considerando que todos são chamados a colaborar para uma maior segurança alimentar.

O Simpósio sobre Desenvolvimento Sustentável em África: Perspectivas Multidisciplinares aborda, entre outros aspectos, as experiências e avanços científicos do continente africano nas distintas áreas da vida política, económica, social e cultural.

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