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Polícia Nacional recupera mais de 35 mil armas das empresas de segurança privada

MININT anuncia resultado da recolha de armas de guerra às empresas segurança
MININT anuncia resultado da recolha de armas de guerra às empresas segurança Imagens: DR

Redacção

Publicado às 11h02 23/11/2025

Luanda - A Polícia Nacional recolheu cerca de 35 mil armas de guerra em posse de empresas privadas de segurança, de Janeiro a Setembro do ano em curso, revelou, em Luanda, o comandante-geral da corporação, Francisco Ribas da Silva.

Ao intervir na reunião ordinária do Conselho Superior da Polícia, adiantou que este número corresponde a 80 por cento do total identificado, restando cerca de sete mil armas por recuperar, para completar as 42 mil previstas no programa de controlo e retirada de meios bélicos fora das estruturas autorizadas.

Reconheceu que a recolha das armas tem contribuído para reduzir a criminalidade violenta, em 4,5 por cento, sublinhando que a campanha de recolha, associada a outras operações policiais, tem permitido maior estabilidade dos níveis de segurança pública, sobretudo na diminuição de roubos, furtos e homicídios.

No domínio criminal, apontou os abusos sexuais contra menores, maioritariamente praticados por pessoas próximas das vítimas, como uma das principais preocupações actuais, defendendo o reforço da articulação inter-institucional para a adopção de medidas capazes de inverter o quadro.

No capítulo preventivo, anunciou o relançamento do policiamento de proximidade, cuja estratégia inicial, traçada há mais de 16 anos, está a ser reformulada para melhor resposta às necessidades actuais das comunidades.

Deu a conhecer que a sinistralidade rodoviária continua a merecer atenção especial, com a implementação do programa “Mude antes que seja tarde”, voltado para a educação dos utentes das estradas e para a actuação policial rigorosa contra infracções, no domínio do trânsito.

Referiu que, apesar dos constrangimentos orçamentais, a Polícia Nacional executou 60 por cento do Plano de Acção de 2025, com realce para o reforço da capacidade operacional, através da aquisição de viaturas, meios de gestão de multidões e equipamentos de protecção individual.

Apontou também avanços na melhoria da rede de infra-estruturas policiais, com a conclusão e inauguração de comandos, esquadras, postos policiais e centros de formação em várias províncias.

O comandante-geral informou que estão em curso os preparativos para o Plano de Acção e a Directiva Operativa de 2026, alinhados com as orientações estratégicas do Executivo.

Entre as prioridades, destacou o aumento do efectivo, a melhoria das condições infra-estruturais, o aprimoramento do sistema de formação policial e a redução dos índices de criminalidade violenta e sinistralidade rodoviária.

Durante a reunião foram abordados vários assuntos ligados ao fortalecimento da cooperação internacional, no quadro da CPLP e da SADC, assim como com a Polícia Federal do Brasil e o Ministério do Interior dos Emirados Árabes Unidos, além da implementação dos nove eixos do Plano Estratégico de Desenvolvimento da Polícia Nacional (2023-2027).

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