CULTO

Culto ecuménico em alusão aos 50 anos da Independência Nacional reuniu mais de 40 mil fiéis

Participantes do Culto Ecuménico  - Edições Novembro
Participantes do Culto Ecuménico Imagem: Edições Novembro

09/11/2025 10h58

Luanda - As igrejas continuam a ser os alicerces para a cultura de paz, enquanto protagonistas da abertura da presença pastoral, educação moral e cívica e dos corredores do diálogo e reconciliação, mesmo em tempos difíceis, afirmou sabado, em Luanda, o ministro da Cultura, Filipe Zau.

 Ao discursar em nome do Governo angolano, durante o Culto Ecuménico em alusão aos 50 anos da Independência Nacional, realizado no Estádio 11 de Novembro, prestigiado pelo Presidente da República, João Lourenço, a Primeira-Dama, Ana Dias Lourenço, bem como a Vice-Presidente da República, Esperança da Costa, o titular da pasta da Cultura referiu que o Culto Ecuménico representa a unidade na diversidade, onde, independentemente das diferenças,a convivência entre irmãos desavindos é sempre possível, incluindo a coexistência entre confissões religiosas através do ecumenismo.

“A nação, enquanto identidade política, terá de se sobrepor a qualquer outro sentido de pertença. A nossa pátria é a mãe de todos nós, biopsicossociais inseridos em contextos culturais e contextos políticos específicos”, disse Filipe Zau, citado pelo JA Online.

“Hoje, neste local, sob a mesma bandeira da fé e da angolanidade juntaram-se católicos, protestantes, evangélicos; igrejas históricas e de matriz africana num mesmo gesto de louvor, gratidão e compromisso para com Angola”, acrescentou o ministro, no culto testemunhado, igualmente, por membros do Executivo, governador de Luanda, representantes de partidos políticos, do poder judicial, dos Órgãos de Defesa e Segurança e do Corpo Diplomático.

A convergência promovida pela Comissão Inter-eclesial e apoiada pelo Governo, prosseguiu, mostra que o diálogo inter-religioso e entre partidos políticos, em prol da unidade nacional deverá ser sempre possível e até desejável, realçando ser, esse, “o caminho certo para fomentar nos actuais e futuros cidadãos, o respeito, sentido de alteridade, pacificação dos espíritos e, consequentemente, a coesão nacional”.

Para tal, acrescentou o governante, é necessário ter fé em Deus e crença no futuro, para que haja empatia e sentido de alteridade para a manutenção da paz, tão duramente conquistada, após décadas de conflito armado.

Filipe Zau disse, também, que, independentemente das diferenças, os angolanos aprenderam, por ensaio erro, que “as guerras não são benignas e que a pior de todas é a guerra entre irmãos”, sublinhando que, neste caso, “nunca há vencidos, nem vencedores, porque o único perdedor é sempre o povo”. Admitiu, por isso, que tenhamos de “aprender a assumir não só os aspectos positivos da nossa história, mas, também, os aspectos negativos”.


Casal Presidencial recebe dois exemplares da Bíblia Sagrada

A oferta ao Casal Presidencial de dois exemplares da Bíblia Sagrada marcou, sábado, um dos momentos mais altos do Culto Ecuménico de celebração dos 50 anos de Independência Nacional, no Estádio 11 de Novembro.

João Lourenço e Ana Dias Lourenço seguiram, desta forma, a ordem de celebração assinalada por momentos de intercessão a favor da Nação angolana, com orações pelo reavivamento espiritual da igreja, da família, saúde emocional e física, e pelo desenvolvimento económico do país.

Os líderes religiosos e fiéis apelaram à reconciliação e ao perdão entre os irmãos, bem como à união de todos para a construção de um futuro melhor, tendo as orações incidido para os profissionais de saúde, órgãos de defesa e segurança, a paz e a reconciliação, bem como pelas autoridades governamentais.

Momentos de cânticos e adoração marcaram, igualmente, o Culto Ecuménico, tendo as mensagens deixadas pelos líderes religiosos sublinhado a importância da preservação das conquistas da Independência, da reconciliação nacional, o perdão e o amor ao próximo.

Políticos exaltam contributo dos cristãos à reconciliação

A capacidade que os angolanos tiveram de enterrar as mágoas do passado, promover a paz e a reconciliação nacional foi sublinhado pelos políticos Esteves Hilário, Benedito Daniel e Manuel Fernandes como fundamental no processo de construção da nova Angola, passados 50 anos da Independência.

 

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