SAúDE

Primeiro Fórum Nacional dos Hospitais partilha experiências e debate qualidade dos serviços

Ministra da Saúde, Silvia Lutucuta, dirige abertura do primeiro Fórum Nacional dos HospitaisImagem: Cedida

28/11/2025 13h15

Luanda – O primeiro Fórum Nacional dos Hospitais, que decorre em Luanda, desde quinta-feira, partilha experiências, analisa os principais desafios e discute soluções orientadas para o reforço da gestão hospitalar e melhoria da qualidade dos cuidados prestados à população.

Na abertura do fórum, a ministra da Saúde, Silvia Lutucuta, destacou que os hospitais constituem um dos pilares essenciais do Sistema Nacional de Saúde, como previsto na Lei de Bases do sector, desempenhando funções críticas que exigem alinhamento metodológico entre as estruturas centrais e poderes locais.

Recordou que, apesar das diferenças de contexto entre as unidades hospitalares, persistem desafios transversais que justificam a criação de plataformas de diálogo e de partilha de experiências, considerando que o fórum destina-se a reforçar a assistência hospitalar em Angola.

Destacou a necessidade de debate de temas sobre a qualidade da assistência médica e da enfermagem, inovação tecnológica com recurso a inteligência artificial, segurança e biossegurança hospitalar, formação e especialização de recursos humanos, acreditação e certificação das unidades hospitalares, informação epidemiológica e métricas de avaliação da qualidade.

Silvia Lutucuta sublinhou que o alcance das metas previstas depende de investimento contínuo na formação, disciplina institucional e envolvimento colectivo, defendendo que o fortalecimento dos cuidados primários de saúde e a melhoria das condições ambientais e de comunicação institucional são essenciais para permitir que os hospitais prestem cuidados de elevada qualidade.

Ao realçar o lema do encontro, “Cuidar com qualidade, inovar e liderar com evidência”, Silvia Lutucuta enfatizou o compromisso do Executivo com práticas baseadas em evidência científica, inovação tecnológica e valorização do capital humano, sublinhando o Programa de Formação e Especialização de Recursos Humanos em Saúde como uma prioridade estratégica, visando dotar o país de profissionais altamente qualificados.

Na sua intervenção, Sílvia Lutucuta sublinhou que a especialidade de medicina geral e familiar desempenha um papel estratégico na reorganização do modelo assistencial do país, por ser o que considerou “a espinha dorsal da atenção primária”, com enfoque na promoção da saúde, prevenção da doença, diagnóstico precoce e acompanhamento contínuo das famílias.

Recorde-se que, no âmbito do Programa de Formação de Recursos Humanos em Saúde, financiado pelo Banco Mundial, para formar 38 mil profissionais de saúde em várias áreas, até 14 de Outubro do corrente ano, já estão formados 399 especialistas em medicina geral e familiar, actualmente distribuídos por todos os municípios do país.

O fórum está a abordar temas ligados a assistência hospitalar especializada, biossegurança, investigação clínica, acreditação e certificação e sistemas de monitorização da qualidade, gestão de riscos e cultura organizacional, qualidade dos cuidados, importância da informação epidemiológica e sistema de recolha de informação, entre outros.

Participam no fórum altos funcionários do Ministério da Saúde, o representante da Organização Mundial da Saúde (OMS) em Angola, Indrajit Hazarika, a bastonária da Ordem dos Médicos, Jovita André, além de autoridades eclesiásticas, instituições académicas, organizações da sociedade civil e delegações oriundas das 21 províncias do país.

O fórum congrega igualmente gestores, médicos, enfermeiros, técnicos de diagnóstico e terapêutica e outros profissionais de saúde comprometidos com uma atenção sanitária integral, eficiente e eficaz, esclarece um comunicado do Ministério da Saúde.

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