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Ministra enaltece papel da Cruz Vermelha de Angola como parceiro estratégico

Presidente da Cruz Vermelha de Angola, Delfina Cumandala
Presidente da Cruz Vermelha de Angola, Delfina Cumandala Imagens: Angop

Redacção

Publicado às 12h40 16/12/2025

Luanda - A ministra da Saúde, Sílvia Lutucuta, afirmou, sábado último, em Luanda, que a Cruz Vermelha da Angola (CVA) tem sido, ao longo dos 50 anos de independência do país, um parceiro estratégico do seu sector no complemento das acções do Estado, ao chegar onde a urgência humanitária exige proximidade, rapidez e sensibilidade.

Ao discursar na Gala de Solidariedade promovida pela CVA, disse que a instituição tem reforçado a capacidade de resposta do Sistema Nacional de Saúde.

Sublinhou que, nos últimos anos, Angola tem enfrentado secas prolongadas, inundações, emergências de saúde pública, o ressurgimento de doenças que afectaram inúmeras comunidades, exigindo uma resposta humanitária rápida, coordenada e eficaz.

Salientou que a Cruz Vermelha de Angoa se tem afirmado como uma instituição humanitária, auxiliar do poder público no domínio humanitário e um pilar de solidariedade, apoio e compaixão.

Sílvia Lutucuta frisou que o trabalho da CVA consiste no apoio e resposta imediata às emergências, estendendo-se à promoção de soluções sustentáveis, ao reforço das capacidades das comunidades sobre práticas de saúde que podem salvar vidas.

Realçou o contínuo apoio da organização ao Executivo, desde os anos de conflito armado, bem como nos casos de surtos de febre amarela, Covid-19 e, actualmente, na situação da cólera que continua a desafiar o sistema de saúde.

Enfatizou que, perante a diversidade de famílias desestruturadas, sonhos interrompidos e comunidades fragilizadas, a Cruz Vermelha de Angola manteve-se sempre e presente junto do Executivo angolano.

Destacou as histórias de coragem, dedicação e resiliência que emergem do trabalho da CVA e que constituem um testemunho vivo do melhor que existe no espírito humano.

Reafirmou o compromisso contínuo de apoiar os esforços, promover o voluntariado, no sentido de construir um sistema de saúde que proteja a população, inspire e gere progressos para todas as gerações.

Por sua vez, a presidente da CVA, Delfina Cumandala, explicou que o propósito da gala é estar ao lado de quem vive situações de maior fragilidade e transformar a solidariedade em acções concretas capazes de fazer a diferença na vida das pessoas.

Enalteceu o apoio que a instituição tem recebido, e referiu que o mesmo tem reforçado a continuar a agir com responsabilidade e consistência.

A Gala Solidária esteve inserida nos 16 dias de activismo contra a violência, promoção da cultura de paz, através da arte, bem como serviu para mobilizar fundos para o apoio as acções da organização.

O evento contou com a presença da ministra de Estado para área Social, Maria do Rosário Bragança, do primeiro vice-presidente da Assembleia Nacional, Américo Cuononoca, entidades governamentais, corpo diplomático, empresários, artistas e personalidades da sociedade civil.

A cerimónia ficou marcada por apresentações musicais, dança, humor, história da Cruz Vermelha, obras plásticas de artistas angolanos, curadoria e produção artística, bem como um desfile de moda de estilistas conceituadas.

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