HOMENAGEM

Angolanas recebem Honoris Causa em Cultura, Honra e Humanidade em Espanha

Angolanas destacam-se na Conferência Internacional da CIESART em EspanhaImagem: Cedida

09/12/2025 11h47

Luanda – Seis angolanas foram distinguidas com o título Honoris Causa nas categorias Cultura, Honra e Humanidade, durante a conferência anual da Câmara Internacional de Escritores e Artistas (CIESART), realizada em Espanha, de 04 a 08 do corrente mês.

De acordo com fonte oficial, foram distinguidas as escritoras, académicas e diplomatas Egna Alegre de Sousa, Fernanda dos Santos de Benedito, Sandra Mainsel, Sílvia da Cruz, Lenisha Baio e Luzia Oliveira.

A participação angolana na CIESART destacou a defesa da paz, comunicação e valor humano, como agentes activos na promoção da harmonia entre nações e culturas.

No evento, foram abordados os princípios que fortalecem a paz mundial, promoção da literatura e da ciência, preservação das culturas e das línguas nativas, disseminação de todas as artes e união das nações, assim como foram partilhadas visões sobre globalização, paz, comunicação e valores humanos.

A escritora e diplomata Egna Alegre de Sousa, indicada como presidente da Comissão Intercontinental para o Continente Africano da CIESART, apresentou uma intervenção centrada no trinómio Globalização, Paz e Justiça, defendendo uma globalização com rosto humano e alertando para o seu carácter ambíguo, sobretudo no contexto africano.

Sublinhou que, embora a globalização traga oportunidades económicas, intercâmbio cultural e acesso a mercados globais, também impõe desafios que exigem compromisso com a arte, cultura e valores civilizacionais, destacando que a paz é um valor inegociável e deve ser assumida como compromisso activo entre as nações.

Por sua vez, a jornalista e académica Sandra Mainsel abordou o tema “Comunicação e Paz”, destacando a comunicação como essência da vida e principal ferramenta para a construção da paz, tendo defendido que a falta ou distorção da comunicação está na origem de conflitos actuais, mencionando, a título de exemplo, os da Palestina e Ucrânia.

A vice-reitora para os Assuntos Académicos da Universidade Agostinho Neto, Fernanda dos Santos de Benedito, destacou o papel da arte como elemento fundamental para a preservação da paz e diversidade cultural, e defendeu a construção de um “mundo transcultural” alicerçado na paz e transformado pelo poder da palavra, do conhecimento e da educação.

Sílvia da Cruz, diplomata, reforçou a centralidade do ser humano em qualquer acção pela paz, sublinhando o papel de Angola na protecção e promoção da paz, lembrando que o país tem contribuído de forma significativa para a estabilidade em África e no mundo.

Por sua vez, a diplomata e escritora Luzia Oliveira defendeu a necessidade de compreensão entre os povos e respeito pelas diferenças, afirmando que cada gesto de bondade pode ser uma semente para um mundo mais justo e unido.

A escritora e diplomata Lenisha Fragoso Baio destacou o compromisso de Angola com a paz, reiterando os esforços contínuos do país na promoção da estabilidade regional e internacional.

A cerimónia decorreu, sábado último, na Câmara Municipal de Cuenca, no Centro Cultural Miguel Cervantes, em Espanha.

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