VIH/SIDA

Mais de 370 mil pessoas vivem com VIH/Sida em Angola

Instituto Nacional de Luta contra a SIDAImagem: m.redeangola.info

17/12/2025 09h26

Luanda – Cerca de 370 mil pessoas vivem com VIH/Sida em Angola, informou, esta segunda-feira, em Luanda, a directora do Instituto Nacional de Luta contra a Sida, Lúcia Furtado.

Em declarações à imprensa, no final da visita da Vice-Presidente da República ao instituto, Lúcia Furtado esclareceu que a taxa de prevalência da doença no país situa-se em 1,6 por cento, o que representa uma redução face a 2015, quando o mesmo estava fixado em dois por cento.

Referiu que, no contexto da África subsaariana, Angola figura entre os países que mais investem na resposta ao VIH, com cerca de 85 por cento de financiamento, sendo a maior parte canalizado para tratamento.

Segundo a directora, a resposta ao VIH é multissectorial e envolve a Comissão Nacional de Luta contra o Sida e Grandes Endemias, onde cada sector assume responsabilidades específicas.

Sublinhou que evidências científicas comprovam que o tratamento adequado permite alcançar carga viral indetectável, impedindo a transmissão do vírus.

Deu a conhecer que a Organização Mundial da Saúde lançou recentemente o medicamento injectável “Lenacapavir”, inicialmente produzido por uma única farmacêutica norte-americana, com um custo anual estimado em 40 mil dólares por pessoa, para duas injecções anuais.

Acrescentou que, após negociações conduzidas pelas Nações Unidas, a patente foi flexibilizada e, durante uma cimeira realizada em Nova Iorque, foi alcançado um acordo que reduziu o custo do tratamento para cerca de 40 dólares por pessoa.

De acordo com Lúcia Furtado, o instituto tem como prioridade a prevenção e prevê iniciar a utilização do novo medicamento junto das populações mais vulneráveis.

Indicou que as faixas etárias mais afectadas em Angola abrangem os jovens dos 15 aos 24 anos e a população adulta.

Revelou que, das cerca de 370 mil pessoas que vivem com VIH/Sida no país, 71 por cento conhecem o seu estado serológico, sublinhando que 51 por cento das pessoas infectadas tem conhecimento do diagnóstico e a cobertura nacional de exames de carga viral permanece abaixo dos 50 por cento.

Mais lidas


Últimas notícias