EMPREGO
Gerados cerca de três mil empregos pelo Ministério do Ambiente

25/12/2025 12h44
Luanda – Cerca de três mil postos de trabalhos foram gerados pelo Ministério do Ambiente, nos últimos cinco anos, em todo o país, depois da implementação das políticas de gestão de resíduos sólidos, revelou o secretário de Estado para Acção Climática e Desenvolvimento Sustentável, Nascimento Soares.
De acordo com Nascimento Soares, que falava na cerimónia de cumprimentos de fim-de-ano do seu ministério, a geração dos postos resultou da instalação de 401 ecopontos, conclusão do aterro sanitário na província do Namibe e a criação de infra-estruturas para valorização e tratamento de resíduos.
Salientou que actualmente o país conta com mais de 450 empresas licenciadas, 80 associações e cooperativas de catadores e uma taxa de reaproveitamento de resíduos que varia entre sete e 10 por cento, representando um avanço significativo na economia circular.
Destacou que este ano foram emitidas 793 licenças ambientais aos sectores da indústria, energia, agricultura, infra-estruturas e recursos minerais, bem como foram realizadas mais de cinco e 600 acções de sensibilização.
Disse que o projecto de carvão sustentável beneficiou cerca de 35 mil pessoas, com a plantação de 50 mil árvores, distribuição de 10 mil fogareiros melhorados e produção de 400 fornos eficientes.
Nascimento Soares afirmou que, no domínio da conservação da biodiversidade, Angola possui 14 áreas de conservação ambiental, incluindo parques nacionais, reservas naturais e a primeira área marinha protegida do país, no Namibe.
Sublinhou que, em 2025, foram criadas novas áreas de grande relevância ecológica, como o Morro do Moco e a Serra do Pingano, reforçando a protecção de habitats únicos e espécies endémicas.
Considerou histórico o enquadramento, pela primeira vez, de fiscais ambientais nos parques, tendo permitido avanços no combate à caça furtiva, controlo do comércio ilegal da vida selvagem e mitigação dos conflitos entre o homem e o animal.
Explicou que esta acção possibilita a monitorização por GPS de espécies emblemáticas no Parque Nacional do Luengue-Luiana, com a colocação de 40 coleiras em elefantes, palancas, búfalos, zebras, leopardos e girafas.
Desta forma, continuou, se consegue proteger corredores de migração, reduzir riscos de caça ilegal e melhorar a convivência com as comunidades locais.
Revelou estar em curso o repovoamento animal nos parques do Iona, no Namibe, e da Quiçama, em Icolo e Bengo.
Assegurou que a sustentabilidade dos recursos naturais e do ambiente é uma acção que visa preservar e restaurar ecossistemas, combater a desertificação, travar a degradação dos solos, valorizar a biodiversidade e reforçar a resiliência climática do país.
Deu a conhecer que as prioridades passam por descarbonizar o sector energético, aumentar a produção de energias renováveis, reduzir a poluição atmosférica, proteger espécies ameaçadas, restaurar ecossistemas degradados e reforçar a resiliência climática das comunidades.