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Canal do Cafu está a ter impactos significativos na vida das comunidades no Cunene

Produção de tomate
Produção de tomate Imagens: DR

Redacção

Publicado às 12h01 09/01/2026 - Actualizado às 12h01 09/01/2026

Luanda - O Canal do Cafu, considerado uma das mais importantes infra-estruturas hídricas do Sul de Angola, está a gerar impactos significativos na vida das populaçõs, através do combate à seca na província do Cunene, ao garantir maior disponibilidade de água.

 Segundo uma nota de imprensa a que o Jornal de Angola teve acesso, executado pelo Ministério da Energia e Águas(MINEA), no quadro do Programa de Combate aos Efeitos da Seca no Sul de Angola (PCESSA), o projecto surge como resposta estrutural à estiagem severa que, durante anos, afectou as províncias do Cunene, Namibe e Huíla.

De acordo com o documento, o Canal do Cafu, inaugurado a 4 de Abril de 2022, pelo Presidente da República, João Lourenço, encontra-se em pleno funcionamento e tem impulsionado o desenvolvimento sustentável da região.

Extensão

Com uma extensão de 165 quilómetros, refere o comunicado, o Canal do Cafu integra 30 chimpacas, cada uma com capacidade para armazenar até 30 milhões de metros cúbicos de água, beneficiando centenas de milhares de pessoas e um número significativo de cabeças de gado.

A infra-estrutura permite ainda a irrigação de cerca de 15 mil hectares, alterando de forma significativa o modo de vida das comunidades locais.

Na Agricultura, os resultados são visíveis, aumentando a produção com destaque para o tomate e outros produtos, o que levou à redução dos preços no mercado local, uma vez que a província dependia do abastecimento de outras províncias, como Huíla, Namibe e Benguela.

A Pecuária é outra área beneficiada apontada pela nota, com água disponível durante todo o ano, e o gado dispõe agora de melhores condições de desenvolvimento, reduzindo perdas e aumentando a produtividade dos criadores.

Além do desenvolvimento destes sectores, o sistema de abastecimento de água trouxe outros ganhos no domínio social, evitando que as populações caminhem longos percursos à procura de água, o que permite prevenir as pessoas de doenças hídricas.

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