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Inaugurada rede de centros de operações de emergência de saúde pública

Ministra da Saúde, Sílvia Lutucuta, na cerimónia de inauguração do Centro de Operações de Emergência de Saúde Pública
Ministra da Saúde, Sílvia Lutucuta, na cerimónia de inauguração do Centro de Operações de Emergência de Saúde Pública Imagens: Cedida

Redacção

Publicado às 11h50 16/01/2026 - Actualizado às 11h51 16/01/2026

Luanda– Um Centro Nacional de Operações de Emergência de Saúde Pública (COESP) foi inaugurado, esta quinta-feira, em Luanda, para reforçar a segurança sanitária e a capacidade de resposta do país às emergências sanitárias.

A ministra da Saúde, Sílvia Lutucuta, destacou, na cerimónia de inauguração, os 50 anos do Sistema Nacional de Saúde como uma das conquistas da Independência Nacional, e que representa um marco estruturante no fortalecimento da vigilância epidemiológica e prevenção e resposta às emergências sanitárias.

Salientou que a existência de centros de operações de emergência responde as recomendações do Regulamento Sanitário Internacional de 2005, colocando Angola num novo patamar de prontidão para enfrentar surtos, epidemias e outras ameaças à saúde pública.

Recordou os principais desafios sanitários enfrentados pelo país, nas últimas décadas, entre os desafios os surtos de marburg, febre amarela, malária, Covid-19 e, mais recentemente, cólera, sublinhando a necessidade de um sistema de saúde resiliente, articulado e multissectorial.

De acordo com Sílvia Lutucuta, nesta primeira fase foram reabilitados e apetrechados os centros operacionais de emergência de saúde pública em seis províncias, estando prevista, até 2027, a expansão da rede para todas as restantes 15, dotados de técnicos nacionais com formação especializada em epidemiologia, vigilância, logística, gestão de incidentes e resposta rápida.

Nesta fase a rede contempla as províncias de Cabinda, Lunda Sul, Uíge, Huíla, Huambo e Luanda.

Recordou estar delineado um ambicioso plano de especialização de técnicos para a gestão dos referidos centros, em que se enquadram também especialistas para a criação de equipas de emergência médica, como em saúde pública, epidemiologistas, biostatísticos, engenheiros de água e saneamento e de ambiente, entre outras especialidades.

Na ocasião, foi feito o lançamento oficial da Estratégia Nacional de Imunização, um instrumento essencial para a prevenção de doenças preveníveis pela vacinação, reforçando o compromisso com a saúde e bem-estar da população.

OMS enaltece criação do centro de operações

Por seu lado, o representante da Organização Mundial da Saúde (OMS) em Angola, Indrajit Hazarika, considerou a inauguração do Centro Nacional de Operações de Emergência de Saúde Pública e o lançamento da Estratégia Nacional de Imunização 2026–2030, como momentos históricos para a saúde pública em Angola.

“A criação desta rede demonstra o forte compromisso do Governo angolano com a preparação e a prevenção da imunização com intervenções mais eficazes para salvar vidas e proteger comunidades”, afirmou o representante da OMS.

De acordo com o representante da OMS, a sua organização continuará a apoiar o Governo de Angola na operacionalização dos centros e na implementação da estratégia de imunização, de modo a assegurar impactos duradouros nas comunidades.

Os centros vão trabalhar em coordenação entre vários sectores do Estado, nomeadamente Defesa, Interior, Administração do Território, Agricultura, Ambiente, Energia e Águas, garantindo uma actuação integrada do nível central ao municipal.

Os mesmos permitem o diagnóstico precoce de riscos, análise contínua da situação epidemiológica e coordenação eficaz das acções de resposta, assegurando decisões rápidas e fundamentadas durante crises sanitárias.

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