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Bastonária da Ordem dos Médicos de Angola apela à união da classe

Bastonária da Ordem dos Médicos de Angola, Jovita André
Bastonária da Ordem dos Médicos de Angola, Jovita André Imagens: DR

Redacção

Publicado às 13h40 27/01/2026 - Actualizado às 13h40 27/01/2026

Luanda - A bastonária da Ordem dos Médicos de Angola (ORMED), Jovita André, apelou, em Luanda, à união da classe médica, com vista a reforçar a cooperação institucional e contribuir para um sistema de saúde mais eficiente e humano.

De acordo com o JA Online, a responsável fez estas declarações durante o Encontro Nacional dos Médicos, no âmbito das comemorações do Dia Mundial do Médico, assinalado segunda-feira, e do 35.º aniversário da ORMED, celebrado no mesmo dia.

Jovita André disse ser necessário que a ORMED esteja coesa, plural, mas solidária, em que cada médico olhe para o outro como um irmão de vocação. “Porque nada será feito se não estivermos juntos e unidos”, frisou.

Durante a actividade, a médica foi oficialmente empossada como a nova Bastonária da ORMED, tendo reforçado que a eleição representa uma renovação de compromissos da classe médica com a ética, dignidade profissional e defesa da qualidade da assistência prestada aos cidadãos.

Reconheceu os desafios que marcam o exercício da Medicina em Angola, nomeadamente as condições de trabalho adversas, a escassez de recursos e a pressão crescente sobre os profissionais.

A responsável destacou que a Ordem dos Médicos não vai permanecer em silêncio sempre que estiverem em causa a segurança clínica, humanização do atendimento, integridade física dos profissionais e a dignidade da profissão.

Entre as prioridades do seu mandato constam a união da classe médica, a valorização profissional, formação e desenvolvimento contínuo, protecção e saúde do médico, o reforço da ética, qualidade assistencial e promoção de uma liderança transparente e participativa.

A bastonária reconheceu a necessidade de reformas profundas no Sistema Nacional de Saúde assentes na equidade, justiça e inovação, sublinhando que não é possível garantir um sistema eficaz sem médicos valorizados, respeitados e protegidos.

Dirigindo-se ao Executivo, Jovita André reafirmou a disponibilidade da Ordem dos Médicos para o diálogo institucional e a cooperação com o Governo, considerando a ORMED como um parceiro estratégico para a construção de um sistema de saúde mais justo, eficiente e humano.


 

 

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