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Angola reafirma compromisso com multilateralismo e promoção dos direitos humanos

Representante permanente de Angola junto do Escritório das Nações Unidas, em Genebra, embaixadora Ana Maria de Oliveira, na reunião do Grupo Africano
Representante permanente de Angola junto do Escritório das Nações Unidas, em Genebra, embaixadora Ana Maria de Oliveira, na reunião do Grupo Africano Imagens: Cedida

Redacção

Publicado às 12h04 07/02/2026

Luanda – A representante permanente de Angola junto do Escritório das Nações Unidas em Genebra, Ana Maria de Oliveira, reafirmou, esta sexta-feira, o compromisso do seu país com o multilateralismo e com a promoção dos direitos humanos baseada no diálogo, cooperação e assistência técnica.

Ao participar na reunião dos embaixadores do grupo africano com o presidente do Conselho de Direitos Humanos, Sidharto Reza Suryodipuro, e o Alto-Comissário das Nações Unidas para os Direitos Humanos, Volker Turk, a diplomata angolana sublinhou “o papel central do Conselho dos Direitos Humanos, como principal órgão inter-governamental das Nações Unidas, responsável pela promoção e protecção dos Direitos Humanos”.

Na reunião, que analisou a crise financeira do Gabinete do Alto Comissariado das Nações Unidas para os Direitos Humanos, Ana Maria de Oliveira realçou o papel activo que Angola vai exercer durante o seu mandato no conselho.

Reconheceu que a efectiva realização dos direitos humanos requer soluções específicas para cada contexto e o respeito pela soberania dos Estados, segundo uma nota de imprensa da Missão Permanente de Angola em Genebra.

Salientou que Angola vai continuar a defender uma abordagem equilibrada e não selectiva dos direitos humanos, que tenha em conta os desafios estruturais enfrentados pelos países em desenvolvimento, incluindo a erradicação da pobreza, inclusão social, desenvolvimento sustentável e reforço das capacidades institucionais.

Destacou que o Governo angolano acompanha de perto a actual situação financeira das Nações Unidas, reconhecendo a necessidade de contenção orçamental e de utilização prudente dos recursos disponíveis.

Reafirmou o compromisso de Angola em contribuir de forma construtiva para os esforços em curso, no sentido de reforçar a eficiência, previsibilidade e sustentabilidade do trabalho do Conselho dos Direitos Humanos, preservando o seu mandato essencial.

Relativamente a sexagésima primeira sessão do Conselho dos Direitos Humanos, informou que a delegação angolana será chefiada pelo ministro das Relações Exteriores, Téte António, reflectindo o sério compromisso do Governo angolano com o trabalho do Conselho e o seu envolvimento construtivo com todos os parceiros do sistema de direitos humanos da ONU.

Assegurou ainda o compromisso de Angola em trabalhar em estreita colaboração com o grupo africano, a presidência do Conselho e o Gabinete do Alto-Comissário, num espírito de cooperação, responsabilidade partilhada e respeito mútuo, visando tornar a promoção e protecção dos direitos humanos uma realidade concreta para todos os povos.

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