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Cólera provoca 903 mortes em Angola

Comissão para Política Social dirigida pela ministra de Estado Maria do Rosário Bragança analisa situação da cólera em Angola - arquivo
Comissão para Política Social dirigida pela ministra de Estado Maria do Rosário Bragança analisa situação da cólera em Angola - arquivo Imagens: Edições Novembro

Redacção

Publicado às 08h31 20/02/2026 - Actualizado às 08h34 20/02/2026

Luanda - Novecentas e três pessoas morreram de cólera em Angola, de Janeiro de 2025 a presente data, revelou, esta quinta-feira, em Luanda, a ministra da Saúde, Sílvia Lutucuta.

Em declarações à imprensa, no final da primeira sessão ordinária da Comissão para a Política Social do Conselho de Ministros, Sílvia Lutucuta adiantou que do total de óbitos 565 são do sexo masculino e 338 do feminino.

Adiantou que, desde o registo do primeiro caso, a 07 de Janeiro de 2025, o país regista um total cumulativo de 36 mil 536 casos, sendo 19 mil 684 homens e 16 mil 852 mulheres.

Segundo a ministra, 19 das 21 províncias do país registaram casos de cólera, que ocorreram em duas ondas, designadamente de Janeiro a Julho de 2025 e de Agosto do ano passado a Janeiro de 2026.

A sessão da Comissão para Política Social, orientada pela ministra de Estado para Área Social, Maria do Rosário Bragança, apreciou ainda o relatório de balanço da Comissão Nacional de Luta contra a Cólera, referente ao mês de Janeiro último.

De acordo com o documento, em Janeiro último, Angola registou 126 casos de cólera notificados em oito das 21 províncias do país, mostrando uma redução de 75 por cento, em comparação com o mês anterior.

O relatório salienta que as províncias com maior número de casos reportados em Janeiro foram a Huíla, com 40 casos, Luanda (33), Malanje (32) e Lunda-Norte (07).

Em termos de mortalidade, no mês de Janeiro de 2026, foram notificados cinco óbitos por cólera em três províncias do território nacional, nomeadamente Huíla, com dois casos, Luanda (02) e Bengo (01).

No âmbito da resposta ao surto, continuam a ser distribuídos materiais médicos e kits de combate à cólera nas províncias afectadas e aquelas que fazem fronteira com as áreas de maior risco.

O documento sublinha as províncias mais afectadas, durante o mês de Janeiro, receberam apoio logístico reforçado e equipas de resposta rápida, com ajuda de parceiros como a OMS, UNICEF, Africa CDC, OIM e Médicos sem Fronteiras.

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