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Interpol deteve 651 pessoas em 16 países africanos por crimes informáticos

Interpol deteve centenas de pessoas em 16 países africanos por crimes informáticos
Interpol deteve centenas de pessoas em 16 países africanos por crimes informáticos Imagens: DR

Redacção

Publicado às 12h13 20/02/2026

Luanda - As forças policiais de 16 países africanos detiveram 651 pessoas e desmantelaram redes de cibercrime que extorquiram cerca de 38 milhões de euros a centenas de vítimas, anunciou, esta quinta-feira, a Interpol.

As detenções e apreensões, realizadas sob coordenação do Comando Africano contra o Cibercrime da Interpol, ocorreram em Angola, Benim, Camarões, Cote D'Ivoire, Chade, Gabão, Gâmbia, Gana, Kenya, Namíbia, Nigéria, Rwanda, Senegal, Uganda, Zâmbia e Zimbabwé.

Os esquemas criminosos funcionavam através de "promessas enganosas de grandes lucros", fraudes via telemóvel e investimentos falsos em criptomoedas, noticia a Lusa, citando fonte da Interpol.

Segundo a Interpol, as burlas foram facilitadas, através do roubo de dados pessoais na internet ou em aplicações móveis falsas.

A Interpol coordenou e apoiou a operação "Cartão Vermelho 2.0", em 16 países africanos, realizada entre os dias 08 de Dezembro de 2025 e 30 de Janeiro último.

A operação resultou na detenção de 651 pessoas e na apreensão de mais de 4,3 milhões de dólares (aproximadamente 3,6 milhões de euros), mas o prejuízo total estimado ultrapassa os 45 milhões de dólares (aproximadamente 38 milhões de euros).

As forças policiais de cada um dos 16 países identificaram um total de mil 247 vítimas, principalmente em África, mas também em outras partes do mundo.

A Interpol está ainda a sensibilizar as vítimas a apresentarem queixas junto das autoridades nacionais respectivas, pelo que se admite que o número real de lesados possa ser superior.

A organização internacional de polícia, com sede em Lyon (França), destacou o caso da Nigéria, onde as autoridades desmantelaram uma rede que utilizava o "phishing" para vender investimentos fraudulentos em activos digitais como criptomoedas.

Os ataques de "phishing" visam o roubo de dados confidenciais, enganando as vítimas e levando-as a revelarem informações pessoais como palavras-passe, informações de identidade ou números de cartões de crédito.

Na Cote D'Ivoire, 58 pessoas foram detidas numa operação contra fraudes via telemóvel junto de populações desfavorecidas, através do uso de ameaças e práticas abusivas.

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