SAúDE

Angola regista mais de mil casos de cancro em 2025

Angola regista mais de mil casos de cancro em 2025Imagem: DR

04/02/2026 15h40

Luanda - Mil e 400 novos casos de cancro foram registados, em 2025, em todo o país, pelo Instituto Angolano de Controlo de Cancro (IACC), informou, esta quarta-feira, em Luanda, a chefe do Serviço de Radioterapia da instituição, Isabel Vunda.

A instituição registou, em 2024, dois mil 181 casos diversos de cancro.

Em declarações à ANGOP, por ocasião do Dia Mundial do Cancro, que hoje se assinala, a responsável adiantou que constam dos diagnósticos todos os tipos de cancro, sendo as províncias de Benguela, Huíla,Cunene, Cabinda com maior número de casos.

De a cordo com a especialista, entre os cancros mais frequentes destacam-se o da mama com 405 casos, do colo do útero (202), da próstata (130), da pele não melanoma (78), do fígado (59), dentre outros.

Explicou que em termos de evolução os números mostram uma tendência crescente nos cancros da próstata e da mama.

Salientou ainda que o cancro da mama afecta maioritariamente mulheres, embora cerca de 1% dos casos ocorram em homens.

Acrescentou que tem registado casos de cancro da mama em mulheres com menos de 30 anos, bem como já foi diagnosticado a referida doença do colo do útero em jovens de apenas 18 anos de idade.

Esclareceu que a instituição dispõe de bloco operatório capaz de realizar cirurgias complexas, medicamentos citostáticos, bem como conta com um Departamento de Radioterapia com equipamentos modernos.

Isabel Vunda garante que todos os exames de rastreio e tratamentos na instituição são totalmente gratuitos, incluindo a mamografia, ecografia, papanicolau, medicamentos e tratamentos oncológicos.

Fez saber que o instituto dispõe de um Departamento de Prevenção que realiza acções de sensibilização durante todo o ano, não apenas em campanhas como o Outubro Rosa ou o Novembro Azul.

Referiu que as actividades incluem palestras em escolas, praças públicas, instituições governamentais, bem como participações em programas de rádio e televisão.

Por outro lado, Isabel Vunda destacou a transformação do antigo Centro Nacional de Oncologia em Instituto, bem como a introdução, em 2012, da radioterapia, como um marco histórico para o país.

"A IACC conta também com um Departamento de Ensino e Investigação, reforçando o seu papel científico e académico", salientou.

Apesar dos avanços, reconheceu que os desafios continuam grandes, sobretudo no que diz respeito à descentralização dos serviços.

Lembrou a existência de um centro de oncologia pediátrica em Cacuaco, de serviços de oncologia mamária no Complexo Hospital Pedro Maria Tonha “Pedalé", que, na sua opinião, ajuda a desafogar o instituto.

Segundo a responsável, o cancro resulta de alterações no metabolismo do organismo, caracterizadas pelo crescimento desordenado das células de um determinado órgão.

Essas célula, disse, deixam de cumprir a sua função normal e têm como principal característica a capacidade de invadir órgãos vizinhos e provocar metástases à distância.

"A maioria dos pacientes chega ao hospital já em fase avançada, sendo necessário recorrer à quimioterapia isolada ou associada à radioterapia", disse.

No que diz respeito à prevenção, a médica sublinha os exames de rastreio em casos do o colo do útero, da mama, da próstata e em alguns de gastrointestinais.

“A educação para a saúde é fundamental, porque quanto mais cedo o diagnóstico, maior a probabilidade de cura”, reforçou.

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