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Dom António Jaca augura melhor cobertura da visita do Papa a Angola

Dom António Jaca augura melhor cobertura da visita do Papa
Dom António Jaca augura melhor cobertura da visita do Papa Imagens: DR

Redacção

Publicado às 11h27 22/03/2026 - Actualizado às 11h27 22/03/2026

Luanda – A preparação técnica, ética e pastoral dos jornalistas constitui um marco importante para assegurar uma cobertura rigorosa, equilibrada e profundamente informativa da visita do Papa Leão XIV a Angola, a ocorrer de 18 a 21 de Abril deste ano.

Esta afirmação foi feita, este sábado, em Luanda, pelo coordenador da Comissão Episcopal de Comunicação Social e Cultural da Conferência Episcopal de Angola e São Tomé (CEAST), bispo Dom António Jaca, no encerramento do “Jubileu dos Jornalistas e Formação de Jornalistas sobre a visita do Santo Padre”.

O bispo destacou o impacto positivo da formação especializada ministrada aos profissionais da comunicação social e augurou que a cobertura mediática da visita do Santo Padre a Angola seja “a melhor de sempre”, uma vez tratar-se da terceira deslocação de um Papa a Angola.

“Auguramos que a cobertura seja a melhor de sempre, no antes, durante e depois da visita do Santo Padre, tendo em conta a formação que a classe jornalística recebeu”, afirmou.

Segundo Dom António Jaca, a iniciativa formativa visou capacitar os profissionais para lidar com conteúdos sensíveis de natureza religiosa, compreender o significado da visita papal e reforçar o compromisso com a verdade, a ética e o serviço público da informação.

Disse que a cobertura da visita papal terá impacto directo no percurso profissional dos jornalistas, contribuindo para o fortalecimento das suas competências e para a valorização do jornalismo nacional no contexto internacional.

O prelado apelou ao envolvimento activo da classe jornalística, defendendo uma participação responsável e comprometida com a difusão de mensagens que promovam a paz, a unidade e os valores humanos e espirituais.

“É fundamental que a classe jornalística seja parte integrante deste momento histórico, levando a mensagem a toda a população, cristã e não cristã, com verdade e profissionalismo”, disse.

Dom António Jaca reforçou ainda que o jornalismo deve ir além da cobertura política, abraçando outras dimensões da sociedade.

O Bispo considerou que a visita do Papa a Angola constitui uma oportunidade única de reflexão nacional e de afirmação do país no cenário internacional, sendo um momento de tomar consciência de que Angola é uma nação que deve prosperar, baseada em valores sólidos e na unidade do seu povo.

No que toca aos preparativos, explicou que decorrem em várias vertentes, com destaque para a preparação espiritual dos fiéis, que inclui momentos de oração nas paróquias, dioceses e comunidades, bem como a mobilização dos peregrinos provenientes de diferentes pontos do país.

Referiu igualmente que estão em curso acções logísticas e organizativas, em estreita cooperação com o Executivo angolano, tendo em conta que a visita assume também um carácter de Estado, com deslocações para o Kilamba, Muxima e Saurimo.

“Há uma cooperação muito estreita com o Governo, sobretudo ao nível das infra-estruturas e da organização. Tudo está a decorrer a bom ritmo e, em breve, serão realizadas visitas de constatação, incluindo uma missão da Santa Sé para avaliar os preparativos”, explicou.

Sobre o significado da visita papal, Dom António Jaca destacou o papel central do Papa, enquanto líder da Igreja Católica, é promover a comunhão entre os povos.

“O Papa é o pastor universal, com a missão de governar a Igreja, preservar a doutrina e promover a unidade, a sua presença reforça a fé e a comunhão entre os fiéis”, afirmou.

Apontou ainda benefícios concretos para o país, destacando o impacto da visita na projecção internacional de Angola.

Disse que o Santo Padre viajará acompanhado por cerca de uma centena de jornalistas internacionais, que terão a oportunidade de mostrar ao mundo a realidade angolana.

“Esta visita representa uma oportunidade extraordinária para dar a conhecer Angola ao mundo, não apenas do ponto de vista espiritual, mas também cultural, social e turístico”, frisou.

 

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