Conselho Consultivo recomenda educação ambiental nos parques nacionais
Sumbe - Os participantes do IV conselho consultivo do Ministério do Ambiente recomendaram este sábado, no Sumbe, província do Cuanza-Sul, o reforço da educação ambiental nos parques nacionais e reservas naturais, para construção de um futuro sustentável e resiliente.
Segundo o comunicado final do evento, decorrido sob o lema “Qualidade Ambiental: património natural para um futuro sustentável”, os gabinetes provinciais do Ambiente devem reforçar as acções de sensibilização para a recolha selectiva de resíduos, com o intuito de preservar o ecossistema.
O encontro defendeu a implementação de futuros aterros sanitários nas províncias mais populosas, com destaque para Benguela e Huíla, bem como o reforço da cooperação com o Ministério do Interior no combate à caça furtiva.
Solicitou a promoção contínua de acções de educação ambiental nas comunidades, com vista à adopção de boas práticas, incluindo medidas de prevenção da cólera e a replicação do programa “Minha Rua, Minha Paixão; Meu Bairro, Minha Paixão”, implementado na província do Bié.
Recomendou o incentivo ao investimento na economia circular a nível local, através da reciclagem, valorização e reutilização de resíduos sólidos, em alinhamento com as metas do Plano Estratégico de Gestão de Resíduos Sólidos Urbanos (PESGRU).
Decorrido em dois dias, o evento serviu para fazer o balanço das principais acções desenvolvidas pelo Departamento Ministérial, avaliar os progressos e desafios, bem como reforçar as estratégias para o presente quinquénio, incluindo as decorrentes da nova divisão administrativa.
Os participantes abordaram temas como a gestão e preservação da biodiversidade nos parques nacionais, a implementação da política ambiental a nível local, a avaliação de impacto ambiental e os procedimentos de licenciamento no sector mineiro, bem como a mineração sustentável e a resiliência climática estratégica para um futuro verde em Angola.
O Conselho Consultivo contou com a participação de vice-governadores das províncias do Cuanza-Sul, Malanje e Icolo e Bengo, para além de representantes de órgãos ministeriais e associações ambientais.