VANDALISMO

Registados mil 679 casos de vandalismo de bens e serviços públicos

Torre de transporte de energia eléctrica vandalizadaImagem: DR

19/03/2026 13h35

Luanda – mil 679 casos de vandalização de bens públicos em todo o território nacional foram registados pelo Ministério do Interior, de Janeiro de 2024 a Fevereiro de 2026, informou, esta quarta-feira, em Luanda, um alto oficial da Polícia Nacional.

O comissário Andreyong Inaculo falava no painel sobre “O vandalismo dos bens e serviços públicos e os seus impactos económicos e sociais”, enquadrado no Colóquio sobre Medidas de Prevenção e Combate ao Vandalismo de Bens e Serviços Públicos.

Deu a conhecer que do total de casos registados, 536 foram esclarecidos, correspondendo uma taxa de 22 por cento.

Sublinhou que entre os casos destacam-se 130 crimes de destruição de bens públicos ou perturbação da prestação de serviços, que resultaram em 153 detidos adultos e 74 menores em conflitos com a lei, bem como outros 93 crimes de subtracção de bens ou meios de transporte público com 64 detidos.

Realçou ainda o registo de 63 crimes de subtracção de bens públicos, com 52 detidos e 14 menores em conflitos com a lei, assim como 70 casos de subtracção de material eléctrico, com 42 detidos, e seis crimes de subtracção de bens de comunicação, com três detidos.

Em termos de vandalização, revelou que os bens e serviços públicos mais visados são infra-estruturas eléctricas e de transportação de água, caminhos-de-ferro, comunicações e transportes públicos.

Salientou que grande parte dos actos foram praticados por angolanos, alguns sob influência de cidadãos estrangeiros, que aliciam a vandalização, subtracção e venda dos materiais e bens públicos.

Apontou como principais factores na base da ocorrência dos actos de vandalização a existência de casas de pesagem siderúrgicas, que actuavam sem controlo rigoroso dos processos de produção, importação, exportação e comercialização.

Andrewyong Inaculo realçou que os órgãos de Defesa e Segurança, em articulação com outros organismos públicos, continuam com acções de coordenação e cooperação, para o fortalecimento da protecção e segurança das infra-estruturas críticas.

Destacou que, fruto de tais acções, tem sido possível o encerramento de casas de pesagem e desmantelamento de redes de comércio ilegal e intensificação das acções de inteligência para desmantelamento de grupos que se dedicam à prática de pesagem de material ferroso.

Tem sido possível igualmente a implementação do sistema de denúncia anónima, de modo a prevenir e frustrar as intenções dos grupos marginais, bem como a criação de equipas de intervenção rápida para resposta imediatas às ocorrências.

Adiantou que, no decurso das acções de inteligência, investigação e fiscalização foram desmanteladas redes criminosas que se dedicavam à vandalização de bens públicos, resultando na detenção de mil 515 cidadãos e recuperados e apreendidos diversos materiais.

Segundo disse, foram recuperados e apreendidos mil 809 metros de cabos eléctricos, 13 contadores de água, 671 travessas de linha férrea, 10 barras de ferro de andaime retirados de obras públicas, 92,20 quilogramas de varões metálicos, entre outros materiais.

Deu a conhecer ainda que foram encerradas mil 616 casas de pesagem, armazenamento, compra e venda de material ferroso, com realce para 880 em Luanda, 99 no Icolo e Bengo, assim como o encerramento de 50 siderurgias clandestinas.

Dos mil 679 expedientes abertos e remetidos ao Ministério Público, com mil 515 suspeitos detidos, resultaram em 963 processos-crime despachados para instrução preparatória dos órgãos de investigação criminal, em todo o território nacional.

Concluiu que, dos 963 processos-crime despachados, até ao momento foram remetidos à juízo um total de 168, enquanto os restantes encontram-se em fase de instrução preparatória.

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