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Mais de 300 refugiados regressaram voluntariamente à RDC

Refugiados em Angola
Refugiados em Angola Imagens: DR

Redacção

Publicado às 11h45 04/04/2026 - Actualizado às 11h45 04/04/2026

Luanda - Trezentos e trinta e dois (332) refugiados da República Democrática do Congo regressaram voluntariamente ao seu país, no âmbito de um processo de repatriamento organizado.

O processo foi conduzido pelo Alto Comissariado das Nações Unidas para os Refugiados (ACNUR) e o Serviço de Migração e Estrangeiros (SME).

De acordo com uma nota do SME citada pela Angop, o processo foi realizado através do posto fronteiriço terrestre do Nachiri, com destino à cidade de Kinshasa, estando previsto o repatriamento de novos grupos nos próximos dias.

A nota esclarece que os 332 refugiados, que estavam assentados no campo do Lóvua, província da Lunda-Norte, desde 2017, fazem parte de 88 famílias.

Actualmente, o assentamento do Lóvua controla seis mil e 81 refugiados dos 35 mil da República Democrática do Congo (RDC) que em Maio de 2017 procuraram refúgio e segurança em Angola, fugindo de actos de violência na zona do Kasai, uma crise que levou à declaração de uma situação de emergência.

Em Angola, o ACNUR controla mais de 50 mil refugiados, dos quais 30 mil requerentes de asilo.

SME em Cabinda repatria ilegais

Na província de Cabinda, 397 imigrantes ilegais, na sua maioria cidadãos da República Democrática do Congo (RDC), foram repatriados nos últimos 15 dias, pelo Serviço de Migração e Estrangeiros (SME), por entrada e permanência irregular no território nacional.

Trata-se de 392 cidadãos da RDC e cinco do Congo, repatriados através dos postos fronteiriços do Yema e Massabi, indica uma nota do SME.

Segundo o documento, os referidos cidadãos foram recolhidos em diferentes bairros dos municípios do Ngoio, Cabinda e Liambo, no âmbito das acções de controlo e fiscalização de estrangeiros em situação migratória irregular.

O documento citado pela Angop indica que acções do género vão prosseguir na região para desencorajar a imigração ilegal na província mais a Norte de Angola.

A província de Cabinda partilha uma extensa fronteira terrestre, fluvial e marítima com os dois Congos.

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