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Banco Mundial e UIP-PFRHS avaliam progresso do programa de formação em saúde

Encontro Banco Mundial e UIP-PFRHS
Encontro Banco Mundial e UIP-PFRHS Imagens: DR

Redacção

Publicado às 13h04 04/04/2026 - Actualizado às 13h04 04/04/2026

Luanda - O Banco Mundial e a Unidade de Implementação do Projecto de Formação de Recursos Humanos em Saúde avaliaram, quinta-feira, em Luanda, o progresso de formação de quadros.

Uma nota de imprensa, citada pelo JA Online, indica que a reunião técnica evidenciou avanços significativos, mas também desafios estruturais na implementação do Projecto.

O encontro foi orientado pelo coordenador da Unidade de Implementação do Projecto, Job Monteiro, e contou com a participação virtual do Task Team Leader do projecto pelo Banco Mundial, Humberto Cossa, bem como de especialistas, consultores, oficiais e assistentes das diversas áreas técnicas do projecto, nomeadamente formação, finanças, aquisições, bases de dados, contabilidade, auditoria e comunicação.

Segundo os dados apresentados, até Março de 2026, o projecto já permitiu formar 15.929 profissionais de saúde com nível de pós-graduação, representando 42% da meta global de 38 mil quadros.

Um dos principais destaques é a forte inclusão feminina: 61,4% dos formados são mulheres (9.780 profissionais) Percentual que já supera metade da meta definida para a equidade de género.

A formação tem sido implementada tanto em Angola como no exterior, com: 1.318 profissionais formados fora do país.

14.611 beneficiários em território nacional. Actualmente, 775 bolseiros encontram-se em formação no exterior do país, com maior concentração no Brasil e em Portugal, além de outros países como China, Espanha e África do Sul.

Entre os profissionais já formados no exterior (543), destacam-se 399 médicos de Medicina Geral e Familiar (MGF) com estágios concluídos especializações estratégicas e outras.

O projecto também registou avanços na formação interna, com mais de 1.000 profissionais actualmente em formação contínua nas unidades hospitalares, abrangendo áreas críticas como medicina, enfermagem e diagnóstico e terapêutica.

Angola caminha a passos lagos para atingir os rácios médicos especializados por cada 1.000 habitantes, seguindo a recomendação da Organização Mundial da Saúde que estabelece o mínimo de 1 especialista por 1.000 habitantes para assegurar uma cobertura universal eficaz.

Durante a reunião, foi ainda destacado que o projecto evoluiu além da formação técnica, passando a integrar mecanismos de apoio social e institucional aos bolseiros no exterior.

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