Lagoa do Arco no Namibe vai ser inscrita na Convenção de Ramsar
Luanda - A ministra do Ambiente, Ana Paula de Carvalho, disse, esta terça-feira, no Tômbwa (província do Namibe), que a Lagoa do Arco é uma zona húmida de elevado valor ecológico, em fase de inscrição na convenção de Ramsar.
A ministra falava numa visita ao local turístico situado no município do Tômbwa, tendo sublinhado que todo o trabalho técnico nacional já foi feito, faltando finalizar os relatórios, e posterior envio à convenção.
Explicou que, com a elevação do local à Convenção de Ramsar, a Lagoa do Arco passa a ser um sítio de importância internacional, e facilmente conseguirá financiamento para melhoria da área, que tem recebido anualmente mais de 500 turistas nacionais e estrangeiros.
A ministra reconheceu ainda o trabalho de desassoreamento da zona, feito pela Administração Municipal, sublinhando que trabalhos do género devem continuar, para que a lagoa possa, nesta altura das chuvas, receber bastante água e se tornar num verdadeiro encanto turístico.
Ana Paula de Carvalho mostrou-se satisfeita com o que viu no local, por não existirem sinais de destruição, garantindo a conservação e preservação do espaço.
O administrador municipal do Tômbwa, Adilson Hach, disse que a delegação ministerial constatou de perto um ponto estratégico do turismo local, especialmente num período em que as condições naturais tornam a lagoa ainda mais atractiva.
Durante a sua visita, Ana Paula de Carvalho procedeu, quarta-feira, ao lançamento do projecto " Namibe verde" e entregou meios para melhoria do saneamento do meio.
A convenção de Ramsar é um instrumento internacional dedicado à protecção de ecossistemas estratégicos, em todo o mundo.
Angola tornou-se oficialmente o centésimo septuagésimo segundo Estado-parte da Convenção de Ramsar, a 10 de outubro de 2021.
Em Angola estão identificados 11 "sítios Ramsar", designadamente Lagunas do Mangal do Lobito (Benguela), Saco dos Flamingos, Lagoa do Calumbo e Lagoa da Quilunda (Luanda), Lagoa do Arco (Namibe), Parque Nacional de Cameia (Moxico), Complexo das zonas húmidas da Lagoa do Carumbo (Lunda Norte), Praia do Santiago (Bengo), Lagoa do Mangal do Chiloango (Cabinda), Baixo Cuanza (Luanda – Bengo) e o Complexo das zonas húmidas do Kumbilo-Diríco (Cuando-Cubango).
A Convenção sobre as Zonas Húmidas de Importância Internacional, especialmente enquanto habitat de aves aquáticas, também conhecida como "Convenção de Ramsar", por ter sido assinada na cidade iraniana com o mesmo nome, a 02 de Fevereiro de 1971, é um tratado internacional, que entrou em vigor, em 1975.
É considerado o primeiro tratado inter-governamental a fornecer uma base estrutural para a cooperação internacional e acção nacional para a conservação e uso sustentável dos recursos naturais, em concreto, das zonas húmidas e seus recursos.