Ministra Sílvia Lutucuta apela ao maior rigor na gestão das maternidades
Luanda - A ministra da Saúde, Sílvia Lutucuta, apelou, quarta-feira, em Luanda, ao maior rigor na gestão das maternidades para reforçar a qualidade e humanização dos serviços prestados aos cidadãos.
O encontro, que reuniu directores das várias unidades hospitalares, serviu para ouvir atentamente os desafios enfrentados pelas maternidades, propor soluções práticas e reforçar a qualidade e a humanização do atendimento às gestantes e recém-nascidos, tanto no âmbito central quanto nas esferas provincial e municipal, informa um comunicado de imprensa.
A governante, segundo notícia do JA Online, alertou, também, para problemas graves como a transferência inadequada de pacientes críticos, atrasos no atendimento de emergências obstétricas e falta de acompanhamento adequado durante o transporte.
"Não podemos estar a receber óbitos à porta do hospital. Podemos evitar mortes, se formos capazes de atrair às nossas consultas de pré-natal, todas as gestantes", acrescentou.
Enfatizou, igualmente, a necessidade de rigor na gestão do pessoal e anunciou medidas disciplinares para profissionais que não cumprirem as responsabilidades, incluindo a devolução de horas extras indevidas e a instauração de processos administrativos.
Sílvia Lutucuta evocou, ainda, a importância da formação contínua, com atenção à idade e preparação dos médicos para especializações cirúrgicas, garantindo que os jovens especialistas estejam aptos a atender emergências obstétricas e sendo definidas acções para melhorar a referência e o transporte de pacientes, reforçando a comunicação entre unidades e evitando atrasos que colocam vidas em risco.
Medidas
Entre as medidas práticas definidas, destaca-se a criação de linhas de consulta especializadas para médicos em situação de baixa médica, organização de quatro pólos de atendimento reforçado para emergências obstétricas, fiscalização rigorosa das unidades de saúde e dos profissionais em serviço, melhoria do acompanhamento pré-natal e monitoramento do trabalho de parto, com partogramas actualizados, no âmbito do plano de formação do PFRHS, entre outras.
A ministra da Saúde concluiu o encontro, assinalando que cada gestante deve ser tratada como se fosse um familiar próximo.
"Estamos aqui para salvar vidas. Cada transferência, cada cirurgia, cada atendimento deve ser feito com responsabilidade, empatia e competência”, referiu.