Saúde intensifica resposta sanitária em Benguela para travar cólera
Luanda - O Ministério da Saúde criou uma equipa de resposta rápida com acções sanitárias intensivas, para reforçar o combate à cólera nas comunidades afectadas pelas inundações, na província de Benguela.
De acordo com uma nota do ministério, divulgada esta segunda-feira, as acções incidem na assistência às populações sinistradas, prevenção de surtos, controlo do risco de cólera, particularmente agravado em contextos de emergência e deslocação populacional.
Refere ainda que, sob orientação da ministra da Saúde, Sílvia Lutucuta, foi activado um dispositivo integrado de resposta que envolve equipas técnicas do sector, em estreita articulação com o Governo Provincial de Benguela e parceiros humanitários, incluindo a Cruz Vermelha, para assegurar uma intervenção coordenada, contínua e de proximidade junto das comunidades afectadas.
A intervenção enquadra-se no Plano de Contingência do Executivo para situações de emergência em saúde pública, que visam apoiar tecnicamente a Comissão Provincial de Saúde de Benguela e reforçar a capacidade de resposta local, face ao actual cenário epidemiológico.
A equipa multidisciplinar integra médicos, técnicos de laboratório, especialistas em logística, profissionais de saúde pública e técnicos dos sectores de energia e águas, assegurando uma abordagem integrada e coordenada.
Entre as principais acções em curso destacam-se a vigilância epidemiológica activa, investigação de casos suspeitos, diagnóstico laboratorial, tratamento de doentes, desinfecção de áreas afectadas e reforço das medidas de prevenção junto das comunidades.
O documento acrescenta que foram também mobilizados e distribuídos medicamentos essenciais, equipamentos de protecção individual, materiais de higiene e saneamento, soluções para tratamento e purificação da água, bem como tendas para instalação e operacionalização de Centros de Tratamento de Cólera.
Sublinha que estas acções contam com o apoio técnico e logístico de parceiros internacionais, nomeadamente a Organização Mundial da Saúde (OMS), Fundo das Nações Unidas para a Infância (UNICEF) e Médicos Sem Fronteiras.
Paralelamente, decorrem acções de sensibilização comunitária, com o objectivo de promover comportamentos seguros e reduzir o risco de transmissão da doença, com especial enfoque na lavagem frequente das mãos com água e sabão, consumo de água tratada ou fervida, correcta manipulação dos alimentos e utilização adequada das instalações sanitárias.
O Ministério da Saúde apela à colaboração activa da população e das autoridades locais, e recomenda que, perante sintomas como diarreia aquosa intensa e vómitos, os cidadãos procurem imediatamente a unidade sanitária mais próxima, lê-se na nota.