Angola e Namíbia impulsionam aliança estratégica para energia no sul de África
Luanda - Angola e a Namíbia assinaram, esta terça-feira, em Luanda, um acordo do Projecto ANNA – Interligação Eléctrica Angola–Namíbia, instrumento estratégico que reforça a cooperação bilateral e a visão comum de desenvolvimento entre os dois Estados.
Uma nota de imprensa indica que o acordo celebrado pela RNT, de Angola, e a NamPower, da Namíbia, em cerimónia testemunhada pelo ministro da Energia e Águas, João Baptista Borges, e o homólogo da Namibiano, Modestus Tshitumbu Amutse, estabelece as bases para a construção e desenvolvimento conjunto da interligação eléctrica entre os dois países.
Na componente angolana, o projecto prevê um interconector de 400 kV Angola–Namíbia, cerca de 160 quilómetros de linha de transporte, a ampliação da subestação da Cahama, na província do Cunene, e infra-estruturas complementares.
A iniciativa visa viabilizar a exportação de electricidade numa potência até 500 megawatts, reforçando a segurança energética regional, a eficiência no uso dos recursos disponíveis e novas oportunidades de investimento e crescimento económico.
Na ocasião, o governante angolano sublinhou que o acordo representa mais do que instrumentos jurídicos, traduzindo-se numa parceria estratégica assente na confiança política, no respeito mútuo e na convicção de que a integração regional é caminho seguro para a prosperidade partilhada.
Destacou igualmente que, para Angola, o projecto enquadra-se na estratégia nacional de expansão da produção, transporte e distribuição de energia eléctrica, bem como no compromisso de contribuir activamente para a integração energética da África Austral.
Referiu ainda que o continente exige respostas modernas, infra-estruturas robustas e alianças inteligentes capazes de aproximar economias, reduzir assimetrias e fortalecer mercados regionais.
O Projecto ANNA afirma-se, deste modo, como marco histórico da integração energética regional e do aprofundamento das relações estratégicas entre Angola e Namíbia, reforçando o posicionamento angolano como actor central no desenvolvimento energético da África Austral e promotor de estabilidade, cooperação, progresso sustentável e melhoria efectiva das condições de vida e do progresso dos povos.