Especialistas defendem a capacitação de médicos sobre agressão e abuso sexual
Luanda - Especialistas reunidos no I Congresso Científico da Clínica Sagrada Esperança, defenderam, em Luanda, a capacitação de médicos e técnicos de saúde para melhorar o atendimento de vítimas de agressão e abuso sexual.
No painel "Agressão física e Abuso sexual: Questões médico-legais", os participantes apontaram com preocupação o aumento de casos no país, no congresso que decorreu de 10 a 11 deste mês.
Sublinharam que é preciso intensificar a formação de médicos e profissionais de Saúde sobre a agressão e abuso sexual, de modo a incentivar a luta contra este flagelo.
Face ao aumento do número de vítimas de abuso sexual em Angola, reconheceram a urgência de articular respostas e mecanismos a nível institucional, para apoiar as vítimas, tanto nas instituições de saúde, como noutros espaços da sociedade.
Segundo Irema Simões, Médica Especialista de Medicina de Emergência e Presidente do Conselho Científico do I Congresso da Clínica Sagrada Esperança, "o abuso sexual nem sempre vem com lesões genitais ou outras marcas físicas explícitas, pelo que é necessário saber como detectar possíveis sinais nos pacientes. As novas tecnologias já nos permitem melhorar a atenção destes casos".
Realçou, também, a importância de “continuar a alentar as vítimas a denunciar os casos de agressão e violência sexual".
“A nível nacional já temos números de telefones públicos e acessíveis, que têm feito aumentar as queixas. Também vemos o aumento da literacia sobre este tema, com o apoio das televisões, das rádios e da internet, o que é bastante importante", acrescentou.
Esta tema foi o ponto central de uma dezena que estiveram em debatendo Congresso Científico, que reuniu mais de mil participantes, entre os quais oradores nacionais e estrangeiros.
O evento teve como objectivo fomentar o conhecimento no sector da Saúde e Medicina, como forma de desenvolver a prática clínica em Angola.