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Papa Leão XIV alerta sobre os riscos do sincretismo

Papa Leão XIV alerta sobre os riscos do sincretismo
Papa Leão XIV alerta sobre os riscos do sincretismo Imagens: DR

Redacção

Publicado às 12h15 19/04/2026

Luanda – O Papa Leão XIV alertou, este domingo, em Luanda, a importância do discernimento na vivência da fé, ao chamar a atenção para os riscos de práticas tradicionais que podem desvirtuar o sentido autêntico da espiritualidade cristã.

Durante a homelia na Missa Campal, na centralidade do Kilamba, por ocasião da sua visita a Angola, reforçou a necessidade de fidelidade à Igreja.

O sincretismo religioso consiste na fusão de elementos de diferentes tradições religiosas, que dá origem a novas práticas, rituais ou crenças.

Na ocasião, o Pontífice reconheceu o valor das expressões religiosas enraizadas na cultura dos povos, mas advertiu que algumas podem incorporar elementos “mágicos e supersticiosos”, sem contributo para o verdadeiro caminho espiritual.

Segundo o Sumo Sacerdote, revela-se essencial que os fiéis mantenham uma fé bem orientada, em comunhão com os ensinamentos da Igreja.

O Papa sublinhou, igualmente, a importância de permanecer fiel à doutrina católica, confiar nos pastores e manter o olhar em Jesus Cristo, presente na Palavra e na Eucaristia.
“É nesses momentos que experimentamos o Senhor ressuscitado a caminhar ao nosso lado”, afirmou.

Inspirado no episódio bíblico dos discípulos de Emaús, o Santo Padre explicou que o reconhecimento de Cristo ao “partir o pão” ultrapassa a celebração eucarística.

Acrescentou que esse reconhecimento deve manifestar-se na vida quotidiana, sobretudo em gestos de entrega, compaixão e solidariedade.

Destacou, por outro lado, o compromisso cristão com a esperança e a acção concreta, ao encorajar os fiéis a um esforço generoso para aliviar o sofrimento humano e reacender a esperança nas comunidades.
Disse que, unidos a Cristo, os crentes podem superar as dificuldades e “viver como ressuscitados”.

A visita do Papa Papa Leão XIV a Angola insere-se num périplo africano que já o levou à Argélia e aos Camarões, devendo culminar na Guiné Equatorial.

A deslocação ocorre anos depois das visitas históricas de Papa João Paulo II, que esteve em Angola em 1992, e de Papa Bento XVI, que visitou o país em 2009, reforçando a importância de Angola no contexto da Igreja Católica no continente.

A passagem por Angola assume, assim, significado especial, ao dar continuidade à presença do Vaticano na região e ao aprofundamento das relações com os fiéis angolanos.

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