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Papa Leão XIV reza terço no Santuário da Muxima e pede um mundo sem guerras

Papa Leão XIV no Santuário da Muxima, província de Icolo e Bengo
Papa Leão XIV no Santuário da Muxima, província de Icolo e Bengo Imagens: Edições Novembro

Redacção

Publicado às 11h23 20/04/2026 - Actualizado às 11h23 20/04/2026

Luanda - O Papa Leão XIV pediu, este domingo, no Santuário da Mamã Muxima, província de Icolo e Bengo, a construção de um "mundo melhor, acolhedor, onde não haja mais guerras, nem injustiças, nem miséria, nem desonestidade".

O Santo Padre falava durante a oração do terço, perante milhares de fiéis, por quem expressou alegria em partilhar o "frescor da fé e a força do Espírito Santo".

O Papa Leão XIV presidiu a Oração do Santo Rosário, tendo se deslocado à Vila da Muxima a bordo de um helicóptero, saído do Aeroporto Internacional 04 de Fevereiro, em Luanda.

Os peregrinos devotos de Maria presentes no Santuário de Nossa Senhora da Muxima rezaram o terço com o Papa Leão XIV, num momento de devoção que marcou o encerramento do segundo dia de actividades do Sumo Pontífice no país, numa visita que termina terça-feira.

A reza do terço é uma devoção mariana que consiste na meditação dos mistérios da vida de Jesus Cristo e de Maria, com a recitação de 50 Avé-Marias, distribuídas em cinco dezenas.

A oração inicia-se com o Sinal da Cruz, o Credo e o Pai-Nosso, seguindo-se as dezenas compostas por Pai-Nosso, Avé-Marias e Glória ao Pai, culminando com a Salve-Rainha.

Antes da reza do terço, o Papa Leão XIV inteirou-se sobre o andamento das obras da Basílica da Nossa Senhora da Muxima e da requalificação da vila.

No local, o Santo Padre recebeu explicações do director do Gabinete de Obras Especiais, Leonel Cruz, na presença da ministra de Estado para Área Social, Maria do Rosário Bragança, do ministro da Cultura, Filipe Zau, e do governador de Icolo e Bengo, Auzilio Jacob, entre outras entidades.

O Papa Leão XIV ficou ainda a saber que as obras estão a 70 por cento de execução.

As obras na Muxima, situada na Quiçama, a 130 quilómetros de Luanda, incluem a futura basílica com capacidade para quatro mil e 600 lugares sentados, praça para peregrinos, requalificação da vila e do forte.

Além da basílica, o projecto inclui infra-estruturas de saneamento, água, energia, centro médico, administração e realojamento da população.

O projecto contempla um parque de estacionamento para mil 117 viaturas e edifícios de apoio ao clero e residências.

O santuário da Muxima é o maior local de peregrinação católica em Angola, e a nova construção visa dignificar o local e aumentar a sua capacidade de acolhimento.

O Sumo Pontífice realiza um périplo por África, que já o levou a Argélia e Camarões, seguindo-se a Guiné Equatorial.

No período de domingo, o Sumo Pontífice presidiu a missa dominical na Centralidade do Kilamba, em Luanda.

Esta segunda-feira (20), o Papa deslocou-se a Saurimo, província da Lunda-Sul, onde vai celebrar uma missa e visitar um centro de acolhimento da terceira idade.

No período da tarde, já em Luanda, o Santo Padre tem previsto um encontro com bispos, padres, religiosas e catequistas, na Paróquia de Nossa Senhora de Fátima.

A visita pastoral a Angola termina terça-feira (21), com a cerimónia de despedida e partida para a Guiné Equatorial, última etapa do seu périplo pelo continente africano.

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