SAúDE
Sector da Saúde formou mais de 14 mil profissionais
03/04/2026 18h47
Luanda - O Projecto de Formação de Recursos Humanos em Saúde (PFRHS) alcançou um total de mais de 14.600 profissionais de saúde formados no país, dos quais 60% são mulheres, soube, hoje, o JA Online.
De acordo com uma nota, chegada ao JA Online, os dados foram fornecidos, em Luanda, pelo coordenador do PFRHS, que disse que a cobertura do programa já atingiu 42% da meta global com resultados expressivos.
Job Monteiro, que falava durante a reunião de avaliação do Comité de Coordenação do projecto, sob orientação da ministra da Saúde, Sílvia Lutucuta, acrescentou que cerca de 1.300 bolsas de estudo foram destinadas para Brasil e Portugal, enquanto 100% dos bolseiros regressaram ao território angolano e foram integrados no Serviço Nacional de Saúde.
No total, mais de 426 novos médicos especialistas estão em exercício, 39 deles em especialidades médicas e dez em enfermagem em desenvolvimento;
Por outro lado, a telemedicina foi implementada em seis províncias e 42 hospitais e cerca de 95 mil profissionais de saúde estão registados no sistema nacional;
A meta global foi fixada em 38 mil profissionais qualificados, sublinhou o responsável.
O encontro contou também com o secretário de Estado para a Saúde Pública, Carlos Alberto Pinto de Sousa, e uma equipa técnica da Unidade de Implementação do Projecto, incluindo coordenação, gestão, especialistas, assistentes e oficiais do PFRHS.
Apesar dos avanços, o sector continua a enfrentar desafios, com destaque para a densidade de médicos por habitante, actualmente em 0,36 por mil habitantes, abaixo das recomendações da Organização Mundial da Saúde.
Durante a reunião foi ainda defendida a necessidade de reforçar a qualidade da formação, acelerar os processos administrativos, consolidar a confiança no sistema e garantir a implementação de projectos financiados pelo Banco Mundial.
Com a abertura de novas turmas, prevista entre Maio e Junho de 2026, o Executivo reitera, assim, a aposta na formação especializada, na expansão da rede de ensino e na melhoria da prática clínica, pilares essenciais para alcançar a cobertura universal de saúde nos próximos anos.