NACIONALISMO

Reinaugurado navio "Zaire" que transportou nacionalistas angolanos para o Congo

Reinaugurado no Lobito navio "Zaire" que, em 1961, transportou sete nacionalistas angolanos para o CongoImagem: Cedida

06/04/2026 12h08

Luanda – O governador provincial de Benguela, Manuel Nunes Júnior, reinaugurou, sábado último (04), navio “Zaire”, localizado na restinga do Lobito, no quadro das celebrações do Dia da Paz e da Reconciliação Nacional.

O navio “Zaire” é um símbolo histórico angolano, por ter transportado sete nacionalistas angolanos, entre os quais o antigo Presidente José Eduardo dos Santos, em 1961, para o exílio, no Congo, onde se juntaram à luta de libertação nacional.

O mesmo, que estava em avançado estado de degradação, encontra-se instalado na cidade do Lobito, desde 2000, e funcionou como biblioteca e ponto turístico, até Março de 2017.

Integraram o grupo que exilou, em viagem iniciada a 07 de Novembro de 1961, a partir de Luanda, Mário Afonso Santiago, Tomas Sebastião dos Santos, José Eduardo dos Santos, Afonso Van-Dunen "Mbinda", Brito António Sozinho, Luís Gonzaga e Artur Silveiro.

Na ocasião, o governador de Benguela destacou que a reinauguração cria melhores condições para a recepção de turistas nacionais e estrangeiros, contribuindo para a valorização do património histórico e cultural da região.

Sublinhou que a recuperação do navio representa “um ganho significativo, no quadro da consolidação da paz, ao resgatar a memória colectiva e reforçar os valores de unidade, reconciliação e identidade nacional”, recordando que infra-estruturas desta natureza desempenham um papel relevante na educação das novas gerações.

Salientou que a reabilitação traduz um passo significativo na valorização do património nacional, alinhado com os esforços de desenvolvimento sustentável e promoção do turismo cultural no país.

Participaram na cerimónia, o administrador municipal do Lobito, Carlos Pacatolo, os presidentes do Conselho de Administração do Porto do Lobito, Celso Rosas e do Caminho-de-Ferro de Benguela (CFB), António Cabral, além de individualidades ligadas a economia e cultura da província, empresários, representantes das forças de defesa e segurança, autoridades tradicionais.

O navio beneficiou de obras de reabilitação orçadas em 170 milhões de kwanzas, dispondo agora de telas interactivas, peças culturais representativas da diversidade angolana e uma sala de projecção documental sobre os principais marcos históricos do país, desde 1961.

As obras incluíram, igualmente, a criação de uma zona de lazer com vista panorâmica para o mar.

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