ÁRVORES

Projecto "Namibe Verde" prevê plantar 400 mil árvores em cinco anos

Um pormenor da cidade de MoçâmedesImagem: DR

09/04/2026 10h45

Luanda – Cerca de 400 mil árvores serão plantadas nos municípios de Moçâmedes, Tômbwa, Sacomar e Bibala (província do Namibe), nos próximos cinco anos, anunciou, esta quarta-feira, a ministra do Ambiente, Ana Paula de Carvalho.

Ao proceder ao lançamento do projecto “Namibe Verde”, que consiste na plantação de árvores para combater a seca e a desertificação, restaurar e criar polígonos florestais e embelezar as cidades, a ministra disse que serão usadas plantas nativas para garantir a sustentabilidade do projecto e envolver as comunidades locais, que serão capacitadas sobre gestão do ambiente.

Esta iniciativa visa melhorar o micro clima local, criar cortinas vegetais para conter o avanço das areias, proteger as comunidades contra ventos fortes e tempestades de areia, além de promover múltiplos benefícios essenciais à vida e ao equilíbrio ambiental.

O projecto, adiantou, que se pretende seja um marco inter-geracional, visa contribuir para reforçar a flora e a fauna no Namibe, de forma sustentável.

Deu a conhecer que a Estratégia Nacional para as Alterações Climáticas 2022-2035 prevê a implementação de programas de reflorestação, pelo que este projecto constitui um passo nesta direcção.

Ressaltou que o sucesso do projecto depende também do envolvimento de empresas, associações ambientais, escolas e outros organismos e instituições.

Por seu lado, o governador do Namibe, Archer Mangueira, referiu que, na fase piloto, serão plantadas, em Moçâmedes, 15 mil mudas de espécies adaptadas ao clima da província, incidindo sobre áreas estratégicas da cidade, com destaque para a reserva fundiária do 05 de Abril, zona do aeroporto e a circular até à praia Amélia para criar um cinturão verde que valorize o espaço urbano e a paisagem da cidade capital da província.

Sublinhou que a plantação de árvores tem um valor prático evidente, porque visa melhorar a qualidade do ar, proteger os solos e contribuir para o equilíbrio ecológico.

O evento foi testemunhado por membros do Ministério do Ambiente, Governo do Namibe, autoridades tradicionais, eclesiásticas, sociedade civil, estudantes, empresários, professores, entre outros.

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